"A chamada ameaça chinesa no Ártico é totalmente infundada"
- 22/01/2026
"A China sempre defendeu que as relações entre os países sejam geridas de acordo com os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. A chamada 'ameaça chinesa' é totalmente infundada", afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun, em conferência de imprensa.
O porta-voz sublinhou que Pequim "se opõe firmemente às acusações infundadas, ao fabrico de pretextos e ao uso da China como desculpa para obter benefícios próprios".
As declarações chinesas surgem depois de Trump ter anunciado no Fórum Económico Mundial de Davos um acordo preliminar com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a Gronelândia, que incluiria negociações entre Washington, Copenhaga e as autoridades gronelandesas.
Um porta-voz da Aliança Atlântica indicou posteriormente que esses contactos visam garantir que "a Rússia e a China nunca consigam consolidar-se" na região ártica, tanto no plano económico como noutros domínios.
Trump, que reiterou o seu interesse estratégico na ilha por motivos de segurança nacional, afirmou ainda que descarta o uso da força para o seu controlo, embora tenha instado ao início de "negociações imediatas" e vinculado o acordo à construção de um sistema antimísseis em grande escala, o chamado Domo Dourado, bem como ao acesso aos recursos minerais do território.
O Presidente norte-americano sustentou que o pacto com a NATO será "muito benéfico" para os Estados Unidos e para a Aliança, e deu por certo que a Dinamarca aceita o quadro do acordo, considerando que Rutte "a representa" na sua qualidade de secretário-geral do bloco militar.
As declarações inserem-se num contexto de crescente interesse estratégico pelo Ártico, uma região fundamental pelas rotas marítimas emergentes, recursos energéticos e minerais e o seu valor geopolítico, num momento de intensificação da concorrência entre grandes potências.
A China, que se define como um "Estado próximo do Ártico", intensificou nos últimos anos a presença económica e científica na zona, principalmente através de projetos de investigação polar, navegação e investimentos em infraestruturas e cooperação energética, o que suscitou desconfiança em Washington e em vários países europeus.
Pequim tem defendido repetidamente que a sua atividade na região está em conformidade com o direito internacional e os quadros multilaterais, e rejeitou as acusações de ambições estratégicas ocultas.
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