A dica de Zelensky após captura de Maduro: "EUA sabem que fazer a seguir"
- 04/01/2026
"O que posso dizer? Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir", disse Zelensky em declarações à imprensa, após reunir-se com conselheiros de segurança de países europeus, bem como da NATO e da União Europeia, para preparar um novo encontro da chamada "Coligação dos Dispostos", previsto para terça-feira em Paris.
Kyiv tinha já dito que defende "o direito das nações de viver livres de ditadura, opressão e violações dos direitos humanos".
"O regime de Maduro violou todos esses princípios", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiha, numa mensagem publicada numa rede social.
Sibiha destacou que "a Ucrânia, como dezenas de países, não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes", referindo-se às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.
Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.





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