Abertos processos a Bill e Hillary Clinton por obstrução no caso Epstein
- 22/01/2026
"Nenhuma testemunha, seja um ex-presidente ou um cidadão comum, pode ignorar deliberadamente uma intimação emitida pelo Congresso sem consequências", frisou o congressista republicano James Comer, presidente desta influente comissão da Câmara dos Representantes (câmara baixa).
"Os Clinton devem ser responsabilizados pelos seus atos", acrescentou antes da votação, que obteve o apoio tanto dos republicanos como dos democratas.
Deverá agora ser realizada uma votação na Câmara dos Representantes para aprovar ou rejeitar as recomendações de ação legal contra os Clinton, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Um processo para uma acusação formal terá depois de ser iniciado pelo Departamento de Justiça, liderado por Pam Bondi, uma fiel apoiante de Donald Trump.
Bill e Hillary Clinton podem enfrentar até 12 meses de prisão.
O ex-presidente democrata (1993-2001) e a sua mulher, a ex-secretária de Estado dos EUA e candidata à presidência em 2016, foram intimados na semana passada para audiências separadas sobre os seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Mas, numa carta, o casal anunciou a sua recusa em comparecer às audiências, acusando James Comer de perseguir os adversários políticos em vez de procurar a verdade.
"Tentámos fornecer as poucas informações que temos. Fizemo-lo porque os crimes do senhor Epstein foram horríveis", declararam.
James Comer, no entanto, considerou que o casal não demonstrou "cooperação, mas sim desafio, marcado por repetidos atrasos, desculpas e obstrução".
Também na quarta-feira James Comer divulgou que Ghislaine Maxwell, antiga companheira e cúmplice do falecido Jeffrey Epstein, foi chamada a testemunhar no dia 09 de fevereiro perante a comissão do Congresso que investiga o caso.
Maxwell, confidente de longa data de Epstein, foi intimada pela comissão no âmbito da investigação parlamentar sobre a rede de abusos sexuais e eventuais cumplicidades associadas ao caso.
O caso Epstein voltou a ganhar centralidade política após o regresso de Donald Trump à Casa Branca, com os democratas a exigirem total transparência sobre os ficheiros relacionados com o milionário condenado por crimes sexuais.
A controvérsia intensificou-se depois de Bondi ter falhado a promessa de divulgar ao público a totalidade dos arquivos de Epstein sem qualquer tipo de censura ou redação.
A reação negativa cruzou as habituais linhas partidárias, levando republicanos e democratas a convergirem na exigência de uma investigação mais aprofundada.
A pressão política resultou numa intimação bipartidária que ordena ao Departamento de Justiça e ao espólio de Epstein a entrega de documentos relacionados com o caso.
Os republicanos avançaram entretanto para incluir o antigo presidente democrata Bill Clinton no âmbito da investigação parlamentar.
Epstein morreu a 10 de agosto de 2019 numa prisão federal de Nova Iorque, após ter sido acusado de múltiplos crimes de tráfico sexual de jovens mulheres e raparigas menores de idade que poderiam resultar numa pena de prisão de até 45 anos. A autópsia concluiu que o magnata se suicidou por enforcamento na sua cela.
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