"Adquirir Gronelândia é prioridade". Trump discute opções para "objetivo"
- 07/01/2026
O presidente norte-americano, Donald Trump, está a "discutir uma série de opções" para "adquirir" a Gronelândia, que "é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos", anunciou a Casa Branca, esta terça-feira.
"O presidente Trump deixou bem claro que adquirir a Gronelândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir os adversários na região do Ártico", disse a Casa Branca, num comunicado citado pela agência Reuters.
Nessa linha, "o presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para alcançar este importante objetivo de política externa", sendo que "utilizar as forças armadas dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe".
Note-se que, horas depois de ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, o magnata reiterou a sua pretensão de anexar a Gronelândia, território sobre o qual disse que falará dentro de 20 dias.
"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional", disse, justificando que a ilha está "rodeada de navios russos e chineses".
As declarações levaram o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, a reagir, defendendo, na segunda-feira de manhã, ter chegado a altura de o presidente dos Estados Unidos parar com as pressões e insinuações. Recusando qualquer paralelo entre a situação do território dinamarquês e a da Venezuela, Nielssen lembrou que a Gronelândia é um país democrático.
Pouco depois, a União Europeia (UE) avisou que a Gronelândia não é "um bocado de terra que esteja à venda" e garantiu estar em contacto com o governo daquela região.
Ao mesmo tempo, a primeira-ministra dinamarquesa alertou para as consequências de um ataque norte-americano a um país da NATO, dizendo que isso seria "o fim de tudo", incluindo da aliança militar e do sistema de segurança estabelecido desde o final da II Guerra Mundial. Afirmando estar a fazer "todos os possíveis" para impedir uma escalada da tensão, Mette Frederiksen rejeitou as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhou que a Dinamarca alocou o equivalente a 1,2 mil milhões de euros à segurança na região até 2025.
Apesar do aviso, o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, reiterou, na segunda-feira à tarde, que a Gronelândia deve fazer parte dos Estados Unidos.
"O presidente [norte-americano] tem vindo a deixar claro, há meses, que os Estados Unidos devem ser a nação que tem a Gronelândia como parte do seu sistema de segurança geral", disse, numa entrevista à estação de televisão CNN.
A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica. Os Estados Unidos já possuem ali uma base militar e operaram no local cerca de outras 10 durante a Guerra Fria.
[Notícia atualizada às 21h41]
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