"Adquirir" Gronelândia? "Sempre foi essa a intenção de Trump. Não é novo"
- 08/01/2026
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, frisou que o chefe de Estado daquele país, Donald Trump, ambiciona "adquirir" a Gronelândia "desde o primeiro mandato" enquanto presidente, pelo que a questão "não é nova". O responsável adiantou também que se encontrará com representantes da Gronelândia e da Dinamarca na próxima semana.
"Não estou aqui para falar sobre a Dinamarca ou intervenções militares. Encontrar-me-ei com eles na próxima semana e conversaremos sobre isso nessa altura", disse Marco Rubio, em declarações à imprensa, esta quarta-feira.
O secretário de Estado ressalvou, contudo, que "adquirir" a Gronelândia "sempre foi a intenção do presidente".
"Isto não é novo. Trump fala disto desde o seu primeiro mandato", disse, ao mesmo tempo que salientou que "todos os presidentes têm a opção de empenhar as forças armadas quando identificam uma ameaça à segurança nacional".
Recorde-se que, na terça-feira, a Casa Branca deu conta de que Trump está a "discutir uma série de opções" para "adquirir" a Gronelândia, que é encarada como "uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos".
"O presidente Trump deixou bem claro que adquirir a Gronelândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir os adversários na região do Ártico", disse a Casa Branca, num comunicado citado pela agência Reuters.
Nessa linha, "o presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para alcançar este importante objetivo de política externa", sendo que "utilizar as forças armadas dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe".
Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros gronelândes, Vivian Motzfeldt, indicou que Gronelândia e a Dinamarca pediram uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, mas que, até ao momento, não tinha sido "possível".
Note-se que, horas depois de ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, o presidente norte-americano reiterou, uma vez mais, a sua pretensão de anexar a Gronelândia.
"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional", afirmou, justificando que a ilha está "rodeada de navios russos e chineses".
A ilha ártica, que tem uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, e encontra-se numa localização estratégica. Aliás, os Estados Unidos já possuem ali uma base militar, e operaram no local cerca de outras 10 durante a Guerra Fria.





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