Alemanha enviará tropas para país vizinho da Ucrânia, após "cessar-fogo"
- 07/01/2026
"A Alemanha continuará envolvida política, financeira e também militarmente. Parte disso poderia incluir o envio de efetivos para território vizinho [da Ucrânia] como parte da NATO, depois de um cessar-fogo", declarou Merz numa conferência de imprensa com os líderes de França, Reino Unido e Ucrânia, após a cimeira em Paris da coligação de Boa Vontade.
Uma vez encontrado um acordo sobre a criação de uma força internacional "apoiada" por meios militares norte-americanos, o governo e o parlamento alemão "decidirão a natureza e a extensão da contribuição alemã", declarou o chanceler, acrescentando que, para já, Berlim "não exclui nenhuma opção".
"Faremos tudo o que for possível, com tenacidade, realismo e perspicácia, para alcançar o melhor resultado possível, ou seja, um cessar-fogo estável, uma garantia de segurança sólida e uma paz na Europa que ligue estreitamente a Ucrânia e os Europeus e que construiremos juntos", acrescentou Merz.
Porém, quando questionado na conferência de imprensa se bastaria estacionar militares alemães em território da NATO vizinho da Ucrânia, o chanceler respondeu que "a forma" da participação alemã "ainda não está definida, porque todo o pacote de garantias de segurança ainda não foi discutido de forma exaustiva".
"Também pode ser sensato fazer ambos: estacionar tropas na Ucrânia, sendo antes de tudo as tropas ucranianas que devem ser reforçadas e apoiadas, mas também estacionar tropas adicionais nos países vizinhos da Ucrânia, que poderiam ser destacadas em caso de nova agressão russa", acrescentou.
"Não se trata apenas de um apoio militar à Ucrânia, mas também de um apoio militar à paz e à liberdade em toda a Europa", continuou.
A Alemanha foi durante muito tempo mais relutante do que muitos dos seus aliados da NATO no destacamento de tropas no estrangeiro, devido ao passado de atrocidades nazis cometidas durante a Segunda Guerra Mundial.
Mas Friedrich Merz sinalizou o seu apoio inabalável à Ucrânia, aumentou fortemente os gastos em defesa e anunciou a sua intenção de fazer da Bundeswehr o exército convencional mais poderoso da Europa.
"Hoje, enquanto a guerra entra no seu quarto ano, a Alemanha é o mais fervoroso apoiante de Kyiv", sublinhou.
Por isso, "também assumirá a sua responsabilidade pela segurança da Ucrânia após um cessar-fogo", adiantou.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, por seu lado, reiterou, no final da cimeira, que o seu país não enviará tropas de paz para a Ucrânia em qualquer cenário, como parte das garantias de segurança que Kyiv poderia receber para pôr fim ao conflito com a Rússia.
"Não há qualquer expectativa por parte dos nossos parceiros de que tropas polacas estejam presentes na Ucrânia em qualquer cenário", afirmou Tusk numa conferência de imprensa, em declarações citadas pela agência polaca PAP.
No entanto, o primeiro-ministro destacou o papel que o seu país está disposto a assumir para apoiar os esforços dos restantes membros da Coligação da Boa Vontade, com vários países prontos para enviar tropas.
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