Ataque russo com mísseis e 'drones' faz 4 feridos em Kyiv e Lviv
- 09/01/2026
Segundo a imprensa ucraniana, diversos bairros de Kyiv foram afetados pelo ataque, incluindo edifícios residenciais nos distritos de Pechersk e Desniansky danificados por 'drones' e destroços.
Os sistemas de defesa aérea foram ativados depois de a Força Aérea alertar para uma ameaça de míssil balístico e detetar 'drones' a dirigirem-se para a capital.
Em Lviv, a principal cidade mais ocidental da Ucrânia, o presidente da câmara, Andriy Sadovyi, relatou explosões, indicando que foram visadas infraestruturas críticas.
Citados pelo jornal on-line Kyiv Independent, militares ucranianos afirmaram que as forças russas lançaram um míssil --- ainda não identificado --- a partir do campo de testes de mísseis de Kapustin Yar, na região russa de Astracã.
O site Euromaidan afirma que terá sido usado o míssil Oreshnik, e os residentes da região de Lviv ouviram mais de 10 fortes explosões que podem ter sido provocadas pelas ogivas de seis mísseis.
A Ucrânia não possui defesas aéreas contra os mísseis balísticos Oreshnik, já usados num ataque russo contra Dnipro em novembro de 2024, e que a Rússia colocou também recentemente na Bielorrússia, próximo da Polónia e países do Báltico.
Também na quinta-feira, um ataque com um míssil balístico russo em Kryvyi Rih, cidade natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, fez pelo menos 17 feridos, segundo as autoridades.
Durante a tarde, Zelensky avisou que a Rússia estava a planear um ataque em massa na Ucrânia.
"Há informações de que outro ataque russo em grande escala pode acontecer esta noite. É muito importante prestar atenção aos alertas aéreos hoje (quinta-feira) e amanhã (sexta-feira) e procurar sempre abrigo. Os russos não mudaram nada. Estão a tentar explorar o clima", disse Zelensky.
Apesar das conversações de paz em curso, a Rússia continuou os seus bombardeamentos na Ucrânia, visando frequentemente as infraestruturas energéticas, numa tentativa de causar apagões em regiões inteiras, enquanto os ucranianos enfrentam temperaturas de inverno congelantes.
Como resultado dos recentes ataques russos, mais de 1 milhão de pessoas na região de Dnipropetrovsk permaneciam sem água e aquecimento na manhã de hoje.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
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