Berlim reafirma apoio à Gronelândia antes de encontros diplomáticos

  • 12/01/2026

Antes de se reunir com o seu homólogo norte-americano, Marco Rubio, em Washington, principalmente para discutir a guerra na Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, fez uma escala este domingo em Reiquiavique, capital da Islândia.

 

Ao lado da ministra dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, o governante alemão declarou, em conferência de imprensa, que "a segurança no Ártico está a tornar-se cada vez mais importante" e "é uma questão de interesse comum dentro da NATO".

Denunciando a influência chinesa e russa na região, o Presidente norte-americano, Donald Trump, insiste que os Estados Unidos devem assumir o controlo da Gronelândia de forma "suave" ou pela "força", depois de Copenhaga ter reiterado que não estava à venda.

"Se o Presidente norte-americano examinar que ameaças vêm de navios ou submarinos russos ou chineses na região, podemos certamente encontrar respostas em conjunto", disse Johann Wadephul.

Mas "o futuro da Gronelândia deve ser decidido pelo povo da Gronelândia" e pela Dinamarca, acrescentou o ministro alemão.

Questionado sobre um possível reforço do compromisso da NATO no Ártico, Wadephul afirmou que a Alemanha está "pronta para assumir mais responsabilidades".

Também o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, antes de partir para uma cimeira internacional sobre matérias-primas críticas em Washington, defendeu que "a soberania e a integridade territorial devem ser respeitadas".

"Estamos a reforçar a segurança no Ártico em conjunto, como aliados da NATO, e não uns contra os outros", acrescentou o ministro, que é também vice-chanceler da Alemanha.

A Gronelândia, com cerca de 57.000 habitantes, é defendida pela Dinamarca, cujas forças armadas são muito inferiores às dos Estados Unidos, que operam uma base militar na ilha.

A NATO está a trabalhar para reduzir o interesse de Washington na Gronelândia, com medidas para reforçar a segurança na região.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos, a NATO.

Leia Também: Tensão na Gronelândia? Alemanha deverá propor missão da NATO no Ártico

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2917564/berlim-reafirma-apoio-a-gronelandia-antes-de-encontros-diplomaticos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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