Bielorrússia alerta para militarização "sem precedentes" na Europa
- 13/01/2026
Depois de se ter reunido com o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, para discutir a situação de segurança na fronteira do país, Khrenin indicou existir "um reforço significativo das forças de segurança de vários países europeus", segundo informações da agência de notícias BelTA.
"Estamos a observar contínuas ações e planos de caráter agressivo relacionados com o nosso país", afirmou o ministro bielorrusso, precisando que a militarização inclui "mais de 2.200 aeronaves, 130 das quais pertencem ao contingente da Polónia e dos Estados bálticos".
Khrenin referiu também que estão a ser observados "voos de bombardeiros norte-americanos" e que há mísseis de cruzeiro a serem destacados em bases dos Estados Unidos na Polónia e na Roménia, onde "estão localizadas bases [de defesa] antimísseis".
"Mas nós entendemos perfeitamente o que está a passar-se: com uma alteração mínima, estes sistemas podem lançar mísseis de cruzeiro que conseguem alcançar o nosso território", sublinhou.
"Estamos a acompanhar atentamente tudo o que acontece, todos os voos realizados ao longo da nossa fronteira nacional (...). Estamos a adotar medidas adequadas para reagir a todas as possíveis provocações que possam ocorrer", afirmou, acrescentando que "a partir destas ameaças, se avalia a situação e se tomam decisões em conformidade".
O ministro da Defesa lamentou ainda que devido à guerra na Ucrânia estejam a registar-se cada vez "mais violações da fronteira nacional e do espaço aéreo" da Bielorrússia.
"Em consequência, estamos a reagir de forma apropriada", declarou.
"Em geral, estamos preparados para o cumprimento das nossas missões e para a resposta a qualquer perigo, desafio e ameaça que possa surgir contra o nosso país", assegurou.
A Bielorrússia é aliada da Rússia, e Lukashenko ajudou, em fevereiro de 2022, à invasão russa da Ucrânia, ao autorizar as forças militares russas a entrarem no país vizinho a partir do seu território.
Leia Também: Nobel da Paz Bialiatski pede manutenção da pressão sobre a Bielorrússia





.jpg)






















































