Cabo Verde pede atenção e "descodificação da linguagem" da nova geração

  • 21/01/2026

À margem de uma cerimónia evocativa do Dia dos Heróis Nacionais, na Praia, feriado que coincide com os 53 anos do assassínio de Amílcar Cabral, José Maria Neves afirmou que, num dia em que se celebram "referências", é preciso olhar com atenção para o papel dos jovens na construção do futuro.

 

O chefe de Estado disse que a juventude está empenhada num Cabo Verde "moderno e próspero", mas sublinhou que a "geração Z" tem "outra linguagem, outra gramática", que importa compreender.

"É preciso descodificar essa linguagem, entender esta juventude, envolvê-la e mobilizá-la para participar na construção de um Cabo Verde próspero e com oportunidades para todos", afirmou.

José Maria Neves adiantou ainda que, na quarta-feira, vai decorrer um debate sobre a educação para a cidadania e a participação da "geração Z" (que compreende hoje adolescentes e jovens até aos 30 anos), defendendo a abertura de novos canais de envolvimento.

"Essa geração quer participar, quer uma governação justa e transparente, que preste contas e garanta iguais oportunidades. Temos de saber decifrar a sua linguagem e apoiá-la na procura de novos caminhos para a construção do futuro", disse.

O Presidente destacou também o potencial dos jovens cabo-verdianos no desporto, na música, na dança, na investigação e no ensino superior, considerando fundamental a sua participação no processo de transformação do país.

"Há enormes talentos e capacidades nesta nova geração e é essencial que participe fortemente no processo transformacional de Cabo Verde", acrescentou.

Também presente na cerimónia, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a independência de Cabo Verde está profundamente ligada à figura de Amílcar Cabral.

"Num país consensual não significa que todos interpretem da mesma forma, mas há uma grande maioria que reconhece essa ligação", afirmou.

O chefe do Governo apelou ainda a uma compreensão profunda da história para que as novas gerações conheçam o percurso de resiliência e luta do arquipélago.

"É fundamental valorizar momentos importantes e manter viva a nossa história", reforçou.

As declarações surgiram após o ritual da data, com a deposição de uma coroa de flores no memorial Amílcar Cabral, na capital cabo-verdiana.

Filho do cabo-verdiano Juvenal Cabral e da guineense Iva Pinhel Évora, Amílcar Cabral nasceu na Guiné-Bissau em 12 de setembro de 1924 e partiu para Cabo Verde aos oito anos, onde viveu parte da infância e adolescência.

Fundador do então PAIGC e líder dos movimentos independentistas da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, foi assassinado em 20 de janeiro de 1973, em Conacri, aos 49 anos.

Leia Também: Cabo Verde admite preocupação à limitação de vistos dos EUA

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2922839/cabo-verde-pede-atencao-e-descodificacao-da-linguagem-da-nova-geracao#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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