Camboja detém e extradita para China magnata acusado nos EUA de tráfico humano
- 08/01/2026
Num comunicado, o Ministério do Interior cambojano indicou que a detenção do empresário chinês, Chen Zhi, que dirigia o seu conglomerado a partir da capital do Camboja, Phnom Penh, ocorreu na terça-feira "no âmbito da cooperação para combater o crime transnacional e a pedido das autoridades chinesas".
Juntamente com o magnata de 37 anos, foram também detidos e extraditados para a China os cidadãos chineses Xu Ji Liang e Shao Ji Hui.
Segundo o Ministério do Interior do Camboja, a detenção foi efetuada "após meses de investigação conjunta" com a China, e foi retirada a Chen Zhi a cidadania cambojana em dezembro por decreto real, depois de Phnom Penh ter afirmado no ano passado que o empresário a tinha obtido em conformidade com todos os requisitos legais.
Em meados de outubro de 2025, a procuradoria do distrito leste de Nova Iorque e a divisão de Segurança Interna do Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusaram Chen Zhi de crimes financeiros relacionados com trabalho forçado.
As autoridades norte-americanas sustentam que o magnata dirigia um império criminoso no Camboja sob o chapéu do Prince Group, que detém empresas em mais de 30 países, obrigando "centenas de vítimas de tráfico humano", confinadas em "recintos semelhantes a prisões", a trabalhar em esquemas em plataformas digitais a "uma escala industrial".
Neste caso, o Departamento de Justiça apreendeu ao conglomerado empresarial 15 mil milhões de dólares (12,76 mil milhões de euros) em Bitcoin, a maior apreensão de criptomoeda da história daquele setor governamental.
Na altura, o porta-voz do Ministério do Interior do Camboja, Touch Sokhak, indicou que o acusado não estava no país e que nem ele nem a sua empresa eram acusados de qualquer irregularidade no Camboja.
Após a denúncia dos Estados Unidos, que resultou na emissão de um mandado de captura, vários territórios, entre os quais Singapura, Taiwan e Hong Kong, adotaram uma série de medidas contra o império de Chen.
Os Estados Unidos comprometeram-se a recuperar os bens furtados e a levar o magnata à justiça.
Na última década, desde a fundação do Prince Group, Chen Zhi doou pelo menos três milhões de dólares (cerca de 2,5 milhões de euros) ao Governo cambojano e outros 16 milhões de dólares (13,68 milhões de euros) a projetos comunitários, através de uma fundação.
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