Chefe da diplomacia russa elogia Conselho de Paz de Trump
- 20/01/2026
"Acabámos de receber as propostas concretas, o projeto de estatuto desta estrutura. Esta iniciativa reflete a compreensão dos Estados Unidos sobre a necessidade de reunir um grupo de países que irão colaborar em diversas direções", afirmou Lavrov.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia destacou o pragmatismo da administração Trump nos assuntos mundiais, comparando-a favoravelmente aos antecessores.
"Os Estados Unidos estão conscientes da necessidade de não apenas reunir um grande número de países sob a sua liderança, mas de ter em conta plenamente os seus interesses legítimos", afirmou em Moscovo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Lavrov, que falava na conferência de imprensa anual dedicada à gestão da diplomacia russa em 2025, reiterou que a solução a longo prazo para o conflito no Médio Oriente exige o cumprimento da decisão da ONU de criar um Estado palestiniano.
Referiu que tal critério se mantém em vigor no contexto da iniciativa de Trump.
O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, já tinha anunciado na segunda-feira que o Presidente russo, Vladimir Putin, foi convidado a integrar o Conselho de Paz para Gaza, questão que estava a ser estudada por Moscovo.
A iniciativa integra o plano de paz proposto por Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.
O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.
Lavrov também elogiou a atual atitude de Washington em relação à Ucrânia, afirmando que os Estados Unidos são agora "o único país do Ocidente disposto a trabalhar para eliminar as causas originais do conflito".
Lavrov expressou o interesse de Moscovo em colaborar para reduzir as tensões internacionais, nomeadamente no Irão e na Venezuela, mas não poupou críticas a desenvolvimentos recentes na região.
Em relação à Venezuela, denunciou o que chamou de "intervenção militar bruta" norte-americana que resultou na captura e transferência do líder Nicolás Maduro e da mulher para os Estados Unidos.
Também alertou para as ameaças contínuas dos Estados Unidos contra Cuba e outros países latino-americanos e das Caraíbas.
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