Cólera provoca 26 mortos no Sudão do Sul devido ao conflito armado
- 25/01/2026
As autoridades sanitárias do Sudão do Sul relataram mais 900 casos suspeitos de cólera desde o início do novo surto, na semana passada, e alertaram que as deslocações provocadas pelo conflito armado entre o exército e a oposição aceleram a propagação da doença, que é transmitida por água ou alimentos contaminados e pode matar em poucas horas se não for tratada.
Arak Simon, responsável pela saúde do condado de Duk, onde ocorreram as mortes, explicou à EFE que "a insegurança levou muitas famílias a instalarem-se ao longo dos canais e em locais temporários, onde o acesso a água potável e a latrinas é extremamente limitado".
Várias agências de ajuda humanitária associaram-se a esta denúncia e recordaram que estão a ser criadas as condições ideais para a propagação da cólera.
De acordo com as autoridades locais, o surto está a sobrecarregar as instalações sanitárias do estado de Jonglei, que já enfrentavam escassez de suprimentos e agora são obrigadas a racionar a assistência médica, à medida que continuam a registar-se novos casos de cólera.
Arak Simon alertou que "sem ajuda imediata, o número de mortes pode aumentar".
No ano passado, nove dos dez estados do Sudão do Sul foram afetados por outro surto de cólera que provocou, pelo menos, 1.500 mortos.
A Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Sudão do Sul estima que mais de 100.000 pessoas foram forçadas a deslocar-se, em Jonglei, desde o final de dezembro de 2025, muitas das quais fugiram sem comida, abrigo ou acesso a serviços básicos.
O país mais jovem do mundo, que se separou do Sudão em 2011, está mergulhado numa escalada bélica entre o governo e a oposição desde março de 2025 e, durante este mês de janeiro, os combates intensificaram-se no estado de Jonglei.
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