Condenado o homem que filho de Trump denunciou (em chamada para Londres)
- 29/01/2026
O homem que o filho de Donald Trump denunciou às autoridades a mais de cinco mil quilómetros de onde o crime estava a acontecer, foi condenado esta quarta-feira.
Tudo começou a 18 de janeiro de 2025 quando Barron Trump, de 19 anos, ligou para uma amiga em Inglaterra.
"Eu não estava à espera que ela atendesse devido à diferença horária, tendo em conta que eu estava, de facto, nos EUA. O telemóvel foi atendido, só que não por ela, para meu desgosto", relatou aos investigadores a cargo do caso, num e-mail enviado em maio do ano passado.
"O indivíduo que atendeu o telemóvel era um homem sem camisola, de cabelo escuro. No entanto, eu não o consegui ver muito bem. Ele esteve no ecrã talvez durante um segundo", contou.
"A câmara foi depois virada para a vítima, que estava a ser espancada enquanto chorava, e a dizer algo em russo. O homem depois desligou. Esta interação, ao todo, deve ter durante cinco a sete segundos", pode ler-se ainda nessa nota enviada às autoridades.
Barron Trump ligou para as autoridades britânicas
Depois da videochamada, Barron Trump não perdeu tempo e ligou de imediato para o número de emergência britânico, 999: "Oh, eu estou a ligar dos Estados Unidos. Hum… Acabei de receber uma chamada de uma rapariga. Ela, sabem, está a ser espancada", disse o jovem, segundo uma transcrição feita pela polícia da cidade de Londres.
Do lado de lá, o operador perguntou qual era o nome da mulher que estava a ser agredida e Barron respondeu. O operador continuou a fazer perguntas, nomeadamente, sobre como é que Barron e a vítima se conheciam: "Acho que isso não importa, ela está a ser agredida", respondeu o jovem.
Numa conversa que, ainda assim, não deverá ter demorado um minuto, Barron foi repreendido pelo operador: "Pode parar de ser indelicado e responder às minhas perguntas? Se quer ajudar esta pessoa, tem de responder às minhas perguntas de forma clara. Como é que a conhece?"
Barron acabou por explicar que se conheceram pelas redes sociais e, questionado novamente, disse que desconhecia a pessoa que a estava a agredi-la. "Ela está a ser agredida de forma muito violenta. A chamada que me fez foi há oito minutos. Não sei o que pode já ter acontecido", apontou.
Agressor teria ciúmes da relação da vítima com Barron
O agressor em causa é Matvei Rumiantsev, um ex-namorado da vítima, que teria ciúmes da amizade da jovem com o filho de Trump, segundo adiantou o procurador do caso.
Rumiantsev, de 22 anos, terá ficado furioso depois de a jovem ter recebido, mais cedo nesse mesmo dia, uma chamada de Barron e terá sido isso que desencadeou a violência.
O homem, de nacionalidade russa, foi condenado por causar lesões corporais e perverter o curso da Justiça, depois de escrever à vítima a partir da prisão, pedindo-lhe que retirasse a queixa.
Rumiantsev estava ainda acusado de violação e estrangulação, mas o júri deixou cair esses crimes, que, note-se, incluíam ainda um outro incidente em novembro de 2024.
A sentença do agressor ainda não foi determinada.





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