Costa mostra (com orgulho) passaporte indiano ao lado de Modi
- 28/01/2026
O presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro português, António Costa, mostrou esta terça-feira, orgulhosamente, o seu passaporte indiano.
O momento aconteceu durante a conferência de imprensa conjunta com Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, e Narendra Modi, o primeiro-ministro indiano, que marcou o final da 16.ª cimeira UE-Índia.
"Hoje é um momento histórico: estamos a abrir um novo capítulo nas nossas relações no comércio, na segurança e nos laços entre os povos", começou por dizer o 'Ghandi de Lisboa', como é denominado na imprensa indiana.
"Sou o presidente do Conselho Europeu, mas também sou um cidadão indiano", afirmou, retirando então o passaporte do bolso interior do casaco, sendo recebido por uma salva de palmas de todos os presentes na sala - Modi e e jornalistas, incluídos.
E continuou: "Por isso, como podem imaginar, [o dia de hoje] tem um significado especial para mim, [pois] tenho muito orgulho nas minhas raízes em Goa, de onde é originária a família do meu pai".
"A ligação entre a Europa e a Índia é algo pessoal para mim", acrescentou, recordando ainda, durante o seu discurso, quando, enquanto primeiro-ministro, organizou a cimeira do Porto, em 2021, que permitiu "relançar as negociações comerciais" com entre a UE e a Índia.
Veja o momento na publicação abaixo:
🇮🇳🤝🇪🇺 ‘I’m also an overseas #Indiancitizen’ says European Council Prez #Costa during Joint press briefing | https://t.co/FrVJ3Z889v pic.twitter.com/nxswtqLLWg
— Economic Times (@EconomicTimes) January 27, 2026
UE e Índia concluíram negociações para "o maior de todos os acordos comerciais"
A UE e a Índia concluíram hoje, após 18 anos, as negociações para "o maior de todos os acordos comerciais", visando um mercado sem barreiras para dois mil milhões de pessoas, anunciou Ursula von der Leyen.
Durante a presidência portuguesa do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2021, a Índia e a UE concordaram em negociar um acordo comercial, outro de proteção de investimentos e um de indicações geográficas.
As negociações comerciais da UE-Índia arrancaram em 2007, mas estiveram bloqueadas por receios ambientais e agrícolas e foram retomadas em 2022, tendo sido hoje finalizadas.
Está em causa cerca de 25% da população mundial.
"A nossa cimeira envia uma mensagem clara ao mundo: num momento em que a ordem global está a ser profundamente redefinida, a União Europeia e a Índia permanecem unidas como parceiras estratégicas e fiáveis", vincou António Costa.
O acordo comercial reforça os laços económicos e políticos face às crescentes tensões geopolíticas e desafios económicos globais, nomeadamente depois das ameaças tarifárias dos Estados Unidos sobre países europeus, entretanto retiradas.
"Conseguimo-lo: celebrámos o maior de todos os acordos comerciais e estamos a criar um mercado de dois mil milhões de pessoas. Esta é a história de dois gigantes - a segunda e a quarta maiores economias do mundo - dois gigantes que escolhem a parceria num verdadeiro modelo em que os dois ganham", considerou a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, na mesma conferência de imprensa, em Nova Deli.
A UE é o maior parceiro comercial da Índia e o segundo maior destino das exportações indianas, pelo que pretende reforçar tal posição devido à concorrência da China e dos Estados Unidos.
A UE e a Índia lançaram ainda a sua primeira parceria de segurança e defesa para cooperar em questões estratégicas como segurança marítima, ciberameaças, espaço, contraterrorismo e indústria da defesa.
Foram ainda dados passos sobre cooperação em tecnologias emergentes, inovação e investigação, incluindo contactos exploratórios para uma futura associação da Índia ao programa comunitário Horizonte Europa.
Pode ver as imagens deste encontro na nossa galeria.





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