EAU rejeitam uso do seu território para ações militares contra Teerão
- 27/01/2026
Num comunicado, o ministério "reafirmou o compromisso dos Emirados Árabes Unidos de não permitir que o seu espaço aéreo, território ou águas sejam utilizados para qualquer ação militar hostil contra o Irão".
Na mesma nota informativa, o ministério afirmou que o diálogo, o direito internacional, bem como a soberania estatal constituem "as bases mais eficazes para enfrentar as crises atuais", sublinhando o seu interesse em resolver as disputas "por via diplomática".
Esta posição da diplomacia de Abu Dhabi surge dois dias depois de o responsável pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), almirante Brad Cooper, e o chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, terem mantido uma série de reuniões em Israel.
Além disso, o chefe da Autoridade de Aviação Civil israelita, Shmuel Zakay, alertou no domingo as companhias aéreas estrangeiras que a região passará por um "período sensível" durante esta semana, segundo informou o canal 12 da televisão israelita.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.
As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.
Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.
Trump afirmou na quinta-feira que uma "frota enorme" se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.
O porta-aviões "Abraham Lincoln", que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.
Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.
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