Emissário russo diz ter tido conversas construtivas com os EUA

  • 21/01/2026

"As reuniões estão a decorrer de forma construtiva e cada vez mais pessoas estão a tomar consciência da justeza da posição russa", afirmou Dmitriev aos jornalistas após uma reunião com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

 

Já o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, não confirmou se Dmitriev irá encontrar-se com o Presidente norte-americano Donald Trump, que estará em Davos na quarta-feira.

Peskov referiu hoje de manhã que o encontro entre enviados especiais de Washington e Moscovo teria como "foco principal" discutir tópicos como a "cooperação comercial, económica e de investimento".

"Somos a favor do restabelecimento dessas relações", disse o porta-voz presidencial citado pela agência russa TASS.

A edição deste ano do Fórum de Davos, que junta anualmente as elites económica e política mundiais, decorre num contexto de grande instabilidade a nível global, e tem como figura de cartaz o Presidente norte-americano, Donald Trump, um dos principais protagonistas deste ambiente de tensões.

Trump regressa presencialmente a Davos seis anos depois, após ter marcado presença em 2020, durante o primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021).

A conversa entre os enviados de Moscovo e de Washington decorreu no mesmo dia em que o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou os contínuos ataques das forças russas a infraestruturas energéticas na Ucrânia em pleno inverno, classificando-os como cruéis.

Os bombardeamentos russos deixaram sem eletricidade e aquecimento alguns dos principais centros urbanos, como Kiev e Odessa, numa altura em que a população enfrenta temperaturas de "frio extremo".

"Centenas de milhares de famílias estão agora sem aquecimento", sublinhou o responsável da ONU para os Direitos Humanos, recordando que "tal afeta particularmente os mais vulneráveis, entre os quais as crianças, as pessoas mais velhas e as pessoas com deficiência".

Turk criticou Moscovo por prosseguir estes ataques apesar do "grave impacto" amplamente documentado que têm, principalmente na população civil.

"É uma clara violação das normas da guerra", apontou, referindo-se à invasão russa da Ucrânia iniciada a 24 de fevereiro de 2022 e ainda em curso, sem fim à vista.

A ONU indicou que, desde outubro de 2025, as Forças Armadas russas intensificaram os ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia.

Tais ataques, somados aos de 2024, reduziram drasticamente a capacidade do país para abastecer a totalidade do território nacional.

Nos últimos meses, os cortes de energia duraram até 18 horas por dia.

As temperaturas gélidas, que atingiram -10°C, juntamente com os cortes de energia e aquecimento, impediram os mais jovens de regressar às salas de aula em segurança.

Em Kyiv, por exemplo, as autoridades tiveram de encerrar as escolas devido a estes problemas.

Leia Também: Em dez dias, mais de 600 mil pessoas saíram de Kyiv. O que está em causa?

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2923113/emissario-russo-diz-ter-tido-conversas-construtivas-com-os-eua#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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