Enfermeira sugere injetar agentes do ICE com drogas paralisantes
- 29/01/2026
Uma enfermeira norte-americana sugeriu, em vídeos nas suas redes sociais, drogar agentes do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) com agentes paralisantes temporários como uma forma de protesto. As declarações levaram a profissional de saúde a ser despedida.
Nos vídeos publicados no Tiktok, e entretanto eliminados, Malinda Cook encorajava colegas seus a injetarem os agentes federais com substâncias como uma solução salina ou cloreto de suxametónio (um relaxante muscular usado para anestesia ou quando é necessário inserir um tubo na traqueia).
"Uma tática de sabotagem, ou pelo menos para meter medo. Profissionais de saúde, agarrem em algumas seringas, com agulhas na ponta. Enchem-nas com uma solução salina ou cloreto de suxametónio, ou qualquer coisa. Qualquer coisa. Isso provavelmente vai conseguir travá-los. Protejam-se", dizia num dos vídeos, citado pelo New York Post.
Num outro vídeo, Malinda sugeriu que manifestantes anti-ICE podiam usar plantas como hera venenosa contra os agentes federais.
"Para a dica de resistência de hoje eu voto… Alguém que tenha hera venenosa ou carvalho venenoso no quintal? Peguem num bocado disso, com luvas, obviamente, e coloquem em água. Cerca de um galão de água [quase quatro litros]", começou por explicar. "Depois, peguem na água do carvalho venenosa, e coloquem-na numa pistola de água. Façam alvo a caras e mãos", concluiu.
Numa terceira "dica", a enfermeira propôs ainda que mulheres atraíssem agentes do ICE, através de aplicações de encontros, e lhes drogassem as bebidas.
"Entrem no Tinder, no Hinge, encontrem estes gajos. Eles andam por aí. São agentes do ICE. Levem ex-lax [um laxante] e metam-no nas bebidas deles. Deixem-nos doentes. Ninguém vai morrer com isto. É só o suficiente para os incapacitar e os tirar das ruas no dia seguinte", afirmou Malinda.
Os vídeos foram partilhados em outras redes sociais e por outras contas, rapidamente tornando-se virais. O conteúdo chegou, inclusive, ao empregador da enfermeira, que depressa abriu uma investigação.
"Estamos cientes dos vários vídeos que parecem ter sido postados por um indivíduo, que confirmámos que é um funcionário do nosso sistema de saúde. O conteúdo dos vídeos é altamente inapropriado e não reflete a integridade ou os valores do nosso sistema de saúde", pode ler-se numa nota da Virginia Commonwealth University (VCU Health).
No comunicado, o instituto anunciou ainda que tinha dado início à investigação, contudo, desde então, já avançou com um processo de despedimento a Malinda Cook.
As declarações da enfermeira acontecem numa altura em que a administração Trump tem sido altamente criticada pelas suas políticas de imigração, nomeadamente, a ação do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA).
Desde o início do ano, recorde-se, agentes do serviço federal já mataram duas pessoas: Renee Nicole Good e Alex Pretti ambos de 37 anos. Os dois cidadãos norte-americanos morreram em Minneapolis, no estado do Minnesota, onde os protestos contra o ICE têm sido constantes e têm vindo a aumentar a tensão entre agentes federais e população.
Para além das mortes, o ICE tem também sido duramente criticado por situações de detenção de menores (em particular também no estado do Minnesota), como foi o caso de Liam Ramos e até de deportação de crianças - até daquelas que nasceram nos Estados Unidos, apesar de serem filhas de imigrantes.
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