Etiópia declara fim do surto de Marburgo, após nove mortes confirmadas
- 26/01/2026
A ministra da Saúde etíope, Mekdes Daba, fez o anúncio num fórum realizado na capital, Adis Abeba, segundo noticiam os meios de comunicação locais, e agradeceu o trabalho dos profissionais de saúde que tornaram possível conter o surto, depois de não se terem confirmado novas infeções nos últimos 42 dias (o período mínimo exigido, equivalente a dois ciclos completos de incubação).
O total de 14 casos confirmados, inclui nove mortos e cinco doentes recuperados, bem como cinco mortes de casos prováveis.
"A rápida contenção deste surto reflete uma liderança nacional sólida, uma coordenação eficaz e a dedicação do pessoal de linha da frente e das comunidades", afirmou Mekdes, segundo um comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também confirmou a notícia.
"O surto (...) foi contido em menos de três meses graças a uma resposta rápida e coordenada, liderada pelo Governo e apoiada pela OMS", assinalou a organização.
Entre as medidas tomadas para pôr fim ao surto, foi ativada a deteção ativa de casos, o isolamento, o rastreio exaustivo de contactos, o reforço da prevenção e a colaboração com as comunidades afetadas, entre outras.
Segundo a OMS, foram identificados um total de 857 contactos, que foram monitorizados durante 21 dias, e três profissionais de saúde contraíram a infeção, dos quais dois morreram, enquanto o terceiro sobreviveu.
Quatro distritos foram afetados, incluindo Jinka, Malle e Arba Minch, na região Sul, e Hawassa, em Sidama.
No passado dia 14 de novembro, o Ministério da Saúde da Etiópia confirmou que o surto de febre hemorrágica viral que eclodiu em Jinka foi causado pelo vírus de Marburg, após testes genómicos realizados no Laboratório Nacional de Referência do Instituto Etíope de Saúde Pública.
A doença do vírus de Marburg, altamente contagiosa e que causa febre hemorrágica, pertence à mesma família do vírus do Ébola e começa de forma abrupta com febre alta, cefaleia intensa e mal-estar geral, podendo evoluir para sintomas hemorrágicos graves num prazo de sete dias.
Os morcegos frugívoros são os hospedeiros naturais deste vírus, que, quando transmitido aos humanos, pode ser contagiado através do contacto direto com fluidos como sangue, saliva, vómitos ou urina.
Em África, além da Etiópia, foram reportados surtos anteriores e casos esporádicos em Angola, República Democrática do Congo (RDCongo), Gana, Quénia, Guiné Equatorial, Ruanda, África do Sul e Uganda, segundo a OMS.
A doença, para a qual não existe vacina nem tratamento específico, foi detetada em 1967 na cidade alemã de Marburgo - origem do seu nome - por técnicos de laboratório que se infetaram enquanto investigavam macacos trazidos do Uganda.
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