Exército israelita mata dois adolescentes em Gaza
- 24/01/2026
Os jovens, com 14 e 15 anos, respetivamente, morreram a oeste da chamada 'linha amarela', uma fronteira imaginária estabelecida pelo exército israelita, que normalmente dispara sobre quem se aproxima, pois considera automaticamente uma ameaça.
As forças israelitas afirmaram num comunicado que mataram "vários terroristas palestinianos" que cruzaram a 'linha amarela'.
"Hoje, tropas do exército que operam no norte da Faixa de Gaza identificaram vários terroristas que atravessaram a Linha Amarela, colocaram um dispositivo explosivo na área e aproximaram-se das tropas, representando uma ameaça imediata para elas", referia a nota militar.
"Após a identificação, as tropas atacaram e eliminaram os terroristas para eliminar a ameaça", continuou o comunicado.
Questionada pela agência espanhola EFE, uma porta-voz do exército israelita disse que "os terroristas mortos não eram menores."
Segundo a agência palestiniana Wafa, também hoje, um número desconhecido de pessoas ficou ferido por um bombardeamento israelita na Rua Velha de Gaza, em Jabalia (também a norte do enclave).
Outro palestiniano foi ferido por fogo israelita em Khan Yunis, na parte sul da Faixa.
Por outro lado, fontes policiais palestinianas afirmaram ter recebido relatos de residentes do bairro Al Tufa, na cidade de Gaza (centro do enclave), segundo os quais grupos armados afiliados à milícia das Forças de Defesa Popular, lideradas por Rami Hilles, invadiram casas e ordenaram a saída das famílias, avisando-as de que a noite seria "difícil".
Entretanto, o mau tempo continua a fazer vítimas entre a população de Gaza, a grande maioria desalojada após dois anos de ofensiva israelita em resposta aos ataques do movimento islamita palestiniano Hamas.
Um bebé palestiniano de 03 meses morreu devido a hipotermia, na Cidade de Gaza, anunciaram hoje fontes do Ministério da Saúde do enclave, elevando para dez o total de crianças que morreram este inverno devido à falta de abrigo adequado entre as centenas de milhares de pessoas deslocadas à força.
O início do cessar-fogo em Gaza, em outubro passado, significou o fim das mortes diárias de dezenas de palestinianos em bombardeamentos israelitas, mas o exército, retirado e ainda a controlar mais de metade de Gaza a partir desta divisão não claramente demarcada, continua a realizar ataques quase diariamente.
As mortes desta semana elevam o total de mortes para 481, incluindo mais de 100 menores, segundo a UNICEF, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, enquanto o número de feridos ultrapassa os 1.300.
Em setembro passado, uma Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU, liderada pelo presidente do Tribunal Penal Internacional criado na sequência do genocídio no Ruanda, Navi Pillay, determinou que Israel "cometeu genocídio contra os palestinianos em Gaza".
O número total de palestinianos mortos durante a ofensiva de dois anos ultrapassa agora as 71.600 vítimas, incluindo mais de 20.000 crianças, de acordo com dados das autoridades de Gaza, que a ONU considera fiáveis.
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