Expulsão de diplomata? "Ações hostis de Berlim não ficarão sem resposta"
- 23/01/2026
A embaixada russa comunicou à diplomacia alemã que "as ações hostis de Berlim não ficarão sem resposta", mas sem adiantar o que fará, de acordo com um comunicado.
O embaixador da Rússia em Berlim foi convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, que anunciou a expulsão de um diplomata russo suspeito de espionagem, um dia depois da detenção de uma alegada agente russa no mesmo caso.
O Ministério afirmou numa publicação nas redes sociais que "o Governo alemão não tolera espionagem na Alemanha, muito menos sob o disfarce de estatuto diplomático", indicando ter convocado o embaixador russo em Berlim para comunicar a expulsão de um diplomata.
A principal suspeita no caso, uma cidadã com dupla nacionalidade alemã e ucraniana, foi detida em Berlim na quarta-feira.
Os procuradores federais afirmaram que a alegada agente estava em contacto, pelo menos desde novembro de 2023, com um homem na embaixada da Rússia que trabalha para um serviço de informações russo.
Os responsáveis da Justiça alegaram ainda que a mulher lhe forneceu, em diversas ocasiões, informações relacionadas com a guerra na Ucrânia, como a localização de edifícios da defesa, ajudando a fazer testes com drones.
A suspeita terá ainda recorrido a conhecimentos pessoais que eram antigos funcionários da "área de operações do Ministério da Defesa".
Além disso, terá ajudado o seu contacto na embaixada russa a aceder a eventos políticos em Berlim sob pseudónimo para que pudesse fazer contactos para os serviços de informações russos, disseram os procuradores.
O Ministério da Defesa disse que a investigação envolveu também dois ex-funcionários militares alemães, um deles um oficial recentemente reformado, que são suspeitos de divulgar informações à principal suspeita.





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