"Fizemos mais do que outra Administração". Trump mostra fotos de detidos
- 21/01/2026
Numa declaração a partir da Casa Branca, esta terça-feira, dia em que se marca um ano do segundo mandato de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos fez um balanço da ação ao 'comando' do país: "Fizemos muito mais do que qualquer outra Administração em termos militares, em termos de acabar com guerras, em termos de concluir guerras. Ninguém nunca viu nada parecido", afirmou.
No início da declaração, o chefe de Estado norte-americano mostrou um bloco de folhas que afirmou serem as suas 'conquistas'.
E, ao longo da sua 'apresentação', Trump foi revelando (uma a uma) diversas fotografias de pessoas - alegadamente - detidas pelo ICE no estado do Minnesota, apelidando-os de "perigosos", "criminosos" e "assassinos desequilibrados".
Trump voltou a atacar o seu antecessor, Joe Biden, como o "pior presidente da história em matéria de imigração", acusando-o de implementar uma política de fronteiras abertas, que disse já ter sido invertida.
"Ninguém entrou", argumentou o político republicano, acrescentando não compreender as críticas às controversas operações contra imigrantes do ICE.
O chefe de Estado norte-americano fez ainda referência à sua ida, a partir de amanhã, a Davos, para o Fórum Económico Mundial: "Vou para um sítio lindo na Suíça. Tenho a certeza de que serei muito bem recebido na Suíça."
© Jessica Koscielniak / Reuters
"Eu era contra a Venezuela, mas agora amo a Venezuela"
Na mesma declaração, Trump referiu-se também à situação na Venezuela, asseverando que gostaria de ver a opositora María Corina Machado "envolvida" de "alguma forma": "Uma mulher incrivelmente gentil também fez algo extraordinário, como vocês sabem", apontou, acrescentando: "Podemos envolvê-la de alguma forma. Adoraria poder fazê-lo. Maria, talvez possamos fazer isso."
O presidente norte-americano insistiu que a Venezuela enviava anteriormente os seus "traficantes de droga e prisioneiros" para os Estados Unidos, uma situação que se alterou após a captura de Maduro.
"Eu era contra a Venezuela, mas agora amo a Venezuela", disse Trump, acrescentando que tem "trabalhado muito bem" com o novo governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder após a sua deposição.
Trump lamenta que mensagem económica não esteja a passar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou ainda que a sua mensagem económica não esteja a ter eco entre os norte-americanos.
"Herdámos uma confusão. Os números que herdámos estavam em ascensão, e agora conseguimos reduzi-los, quase todos, consideravelmente", declarou o Presidente norte-americano na Casa Branca, referindo-se em concreto à inflação.
Donald Trump apresentou também o que considera serem as suas conquistas durante uma conferência de imprensa que as agências internacionais descreveram como confusa, na qual criticou os seus assessores de comunicação por não conseguirem que a sua mensagem chegue aos norte-americanos.
"Quer dizer, não compreendo... Talvez a minha equipa de comunicação não seja muito boa, mas não estamos a conseguir passar a mensagem", admitiu, enquanto a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se manteve impassível.
[Notícia atualizada às 21h05]
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