França e Alemanha condenam assassínio de manifestantes no Irão

  • 10/01/2026

"Estamos profundamente preocupados com os relatos de violência perpetrada pelas forças de segurança iranianas e condenamos veementemente o assassínio de manifestantes", disseram, num comunicado conjunto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

 

Os três líderes instaram as autoridades iranianas a "exercer contenção, abster-se de violência e respeitar os direitos fundamentais" dos cidadãos iranianos.

Macron, Merz e Starmer acrescentaram que as autoridades iranianas "têm a responsabilidade de proteger a sua população e devem permitir a liberdade de expressão e reunião pacífica sem receio de represálias".

Pelo menos 51 pessoas já morreram no Irão como resultado dos protestos antigovernamentais que estão a abalar o país e que, na quinta-feira, foram mais intensos do que nos dias anteriores, segundo a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights, sediada em Oslo.

Dos mortos, pelo menos nove eram menores, enquanto centenas de pessoas ficaram feridas nos primeiros 13 dias de manifestações.

A ONG sediada na Noruega afirmou que existem relatos e vídeos que sugerem que o número de mortos pode ser muito maior, mas que só contou casos que conseguiu verificar diretamente ou que foram verificados por duas fontes independentes.

O número de detidos, por outro lado, já ultrapassa os 2.200, segundo as suas fontes.

As autoridades iranianas restringiram o acesso à internet global na quinta-feira, sem permitir ligações ou serviços de fora do país, numa aparente tentativa de controlar os protestos que abalaram o Irão durante 12 dias.

O corte da internet ocorreu no 12.º dia de protestos que começaram devido à má situação económica no Irão, mas que têm vindo a assumir um aspeto político e já se espalharam para mais de cem cidades do país.

O Irão está a atravessar uma profunda crise económica, marcada por severas sanções dos EUA e da ONU contra o país devido ao seu programa nuclear.

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Donald Trump já deixou um aviso ao regime de Teerão, afirmando que este será atingido "com força" caso haja mortos nos protestos - que já há. Manifestações começaram pela subida dos preços de bens alimentares, e tiveram origem num grupo particularmente próximo do regime ao longo da História.

Ana Teresa Banha | 19:44 - 09/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916847/franca-e-alemanha-condenam-assassinio-de-manifestantes-no-irao#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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