Fundação distribui sementes a famílias afetadas por desastres naturais
- 14/01/2026
"É promessa assumida em novembro do ano passado e que agora ganha forma, apesar dos obstáculos que estamos a enfrentar, nomeadamente o bloqueio de vias de acesso devido às chuvas que estão a cair. Mas, apesar dos obstáculos, estamos satisfeitos porque as sementes da Mestre Cheng Yen, a fundadora da nossa organização, já estão em Nampula", disse Dino Foi, presidente da Tzu Chi Moçambique, citado num comunicado.
A iniciativa, que ajuda comunidades assoladas pelos desastres naturais no país, abrange agora famílias afetadas pelos ciclones Gombe, em 2022, e Jude, em 2025, sendo que, além de sementes de culturas como gergelim, milho e feijão, vão ter formação ministrada por agricultores experientes na região para garantir a sustentabilidade das suas pequenas produções.
De acordo com o comunicado, os primeiros beneficiários pertencem às localidades de Ampapa e Entete, na província de Nampula, onde o processo de distribuição estendeu-se por 936 e 1.764 famílias, respetivamente.
"Está a ser um processo de distribuição desafiante, tendo em conta que, nestes pontos, a estrada e a ponte estão interrompidas. Mas encontramos vias alternativas e o processo está em curso", explicou Eunice Matuca, coordenadora de Caridade, falando durante a distribuição na Ilha de Moçambique.
Segundo a instituição, esta é a segunda distribuição de sementes disponibilizada pela fundação para comunidades afetadas por desastres naturais em Nampula, província que conta com 286 voluntários da Tzu Chi de um universo de mais de 10 mil que existem em Moçambique.
"Nos últimos três anos, só em Nampula, a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique apoiou, com alimentos, capacitação e bens essenciais, mais de 14 mil famílias afetadas por estes dois ciclones", lê-se no comunicado.
O documento acrescenta que a primeira mobilização de apoio para as comunidades de Nampula ocorreu em março de 2022, quando o ciclone Gombe, com ventos de 165 e 230 quilómetros, atingiu aquela província do norte de Moçambique.
Em Moçambique, a Tzu Chi foi fundada em 2012 por Denise Foi, estando focada no apoio às comunidades em diversas áreas, com destaque para educação, agricultura, saúde e assistência às populações, sobretudo em períodos de emergência face às cíclicas calamidades naturais que têm afetado o país, recorda a instituição, que conta com 10 milhões de voluntários espalhados por todo mundo, incluindo 10 mil no país africano.
A Tzu Chi tem reforçado a sua atuação em Moçambique desde 2019, após o ciclone Idai, tendo já apoiado mais de 100 mil famílias em projetos ligados a educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar, sobretudo no centro.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.
Os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
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