G7 ameaça adotar "mais medidas restritivas" contra o Irão
- 15/01/2026
"Estamos profundamente preocupados com o elevado número de mortos e feridos reportado. Condenamos o recurso deliberado à violência e o facto de manifestantes estarem a ser mortos, detidos arbitrariamente e sujeitos a táticas de intimidação pelas forças de segurança", afirmaram os chefes da diplomacia de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, bem como a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
"Opomo-nos veementemente à intensificação da brutal repressão exercida pelas autoridades iranianas contra o povo iraniano, que demonstra coragem desde o fim do mês de dezembro ao expressar as legítimas aspirações a uma vida melhor, à dignidade e à liberdade", acrescentaram, apelando às autoridades iranianas para "darem mostras da máxima contenção".
Pelo menos 3.428 manifestantes foram mortos no Irão desde o início do movimento de protesto contra o Governo do regime teocrático dos 'ayatollahs', a 28 de dezembro, anunciou a organização não-governamental Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega.
"Este número é o mínimo dos mínimos", afirmou a organização, que também comunicou mais de 10.000 detenções.
O Irão está desde 28 de dezembro a ser agitado por uma vaga de protestos iniciada em Teerão por comerciantes e agentes de setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, e que alastrou depois a mais de 100 cidades.
A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante 2025, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia sofreu as consequências das sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem repetidamente ameaçado as autoridades iranianas com uma possível intervenção militar na República Islâmica para deter a violenta repressão da onda de protestos, que encoraja a população a prosseguir, afirmando: "A ajuda vai a caminho".
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