Governo da Etiópia rejeitou hoje "toda a forma de independência de Taiwan
- 09/01/2026
A posição foi expressa num comunicado conjunto após um encontro em Adis Abeba entre o ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia, Gedion Timothewos, e o homólogo chinês, Wang Yi, que se encontra de visita ao continente africano.
"A Etiópia reafirma o seu firme compromisso com o princípio de 'uma só China' e declara que só existe uma China no mundo, que Taiwan é parte inalienável do território chinês e que o Governo da República Popular da China é o único Governo legal que representa toda a China", lê-se na nota oficial.
Ambas as partes sublinharam ainda que "todos os países devem respeitar os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas e no direito internacional, respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados e opor-se à utilização ou ameaça do uso da força nas relações internacionais".
Wang Yi reuniu-se na véspera com o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, para discutir formas de aprofundar a cooperação bilateral.
O chefe da diplomacia chinesa iniciou esta semana um périplo que inclui passagens por Somália, Tanzânia e Lesoto até 12 de janeiro, mantendo uma tradição de 36 anos em que África é o primeiro destino internacional do ministro chinês no início de cada ano -- um gesto que simboliza o empenho de Pequim no continente.
A China, que tem executado vários projetos de infraestruturas em África nas últimas décadas, é o maior parceiro comercial do continente há pelo menos 15 anos, com um volume de trocas que ultrapassou os 2,1 biliões de yuan (cerca de 260 mil milhões de euros) em 2024.
No entanto, alguns críticos acusam a China de usar a dívida como ferramenta estratégica para exercer influência sobre países africanos, alertando para o risco da chamada "armadilha da dívida".
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