Governo da Gronelândia pede união aos cidadãos contra pressão dos EUA
- 15/01/2026
"Temos uma população pequena e, com a pressão que estamos a sofrer, é absolutamente necessário que cuidemos uns dos outros. Devemos encontrar forças para preservar a Gronelândia", frisou o vice-presidente da Gronelândia, Múte B. Egede.
O governante sublinhou que as divergências não são benéficas e que os cidadãos devem demonstrar união, incentivando-os a exibir a Erfalasorput (bandeira da Gronelândia) nas ruas.
O vice-presidente da Gronelândia mostrou-se relutante em discutir neste momento a independência da ilha ártica, cujo estatuto de autonomia inclui o direito à autodeterminação, e falou da necessidade de manter um bom diálogo e explorar "caminhos e possibilidades".
O presidente da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, tinha congelado as aspirações de independência da ilha no dia anterior, afirmando que permanecer no Reino da Dinamarca era a opção mais adequada.
O Ministério da Defesa dinamarquês anunciou hoje um aumento imediato da presença militar dinamarquesa e dos aliados europeus na Gronelândia, dando continuidade à política iniciada no ano passado para reforçar as defesas no Ártico.
"Devemos esperar ver mais navios militares na Gronelândia a realizar exercícios. Queremos realçar que isto está exclusivamente relacionado com estes exercícios e nada mais", apontou Egede.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, mantém a sua intenção de anexar a Gronelândia, como indicou momentos antes e depois de um encontro entre o seu vice-presidente, JD Vance, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, e a sua homóloga groenlandesa, Vivian Motzfeldt.
As duas partes concordaram em formar um grupo de trabalho de alto nível para explorar uma solução para esta crise.
O grupo de trabalho vai reunir-se pela primeira vez "dentro de algumas semanas", revelou Rasmussen, que espera que o foco seja "abordar as preocupações de segurança dos EUA, respeitando as linhas vermelhas da Dinamarca".
A reunião foi, segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, "uma discussão franca, mas também construtiva", embora tenha afirmado que as posições dos dois países continuam a divergir.
Para Copenhaga, a segurança da Gronelândia pode ser garantida "dentro da estrutura atual" e disse que qualquer ideia que não respeite a integridade territorial da Dinamarca e o direito do povo gronelandês à autodeterminação é "totalmente inaceitável".
Trump não participou pessoalmente da reunião, mas preparou o terreno para a mesma, escrevendo pouco antes na rede social Truth Social: "Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional. É vital para a Cúpula Dourada que estamos a construir".
Esta é a primeira vez que Trump estabelece uma ligação entre este gigantesco projeto norte-americano de escudo antimíssil e a posse do território autónomo dinamarquês.
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