Governo dos EUA e Minnesota debatem em tribunal operação anti-imigração
- 27/01/2026
Os argumentos foram apresentados perante a juíza distrital Katherine Menendez, que irá decidir se concede os pedidos para suspender temporariamente a operação federal, apresentados pelo estado e pelas cidades de Minneapolis e St. Paul.
Menendez afirmou que o caso é prioritário, embora não tenha emitido uma decisão imediata, e questionou a motivação da operação federal, manifestando ceticismo sobre um pedido da procuradora-geral Pam Bondi ao governador do Minnesota, Tim Walz, para que o estado desse ao governo acesso aos registos eleitorais, de assistência médica e alimentar e que revogasse a política de proteção de imigrantes ('cidades-santuário').
"Quer dizer, não há limite para o que o Executivo pode fazer sob o pretexto de aplicar a lei da imigração?", questionou Menendez.
Os advogados do Minnesota argumentaram que a situação nas ruas das cidades é tão grave que exige que o tribunal suspenda as ações de fiscalização do governo federal.
"Se isto não for interrompido aqui e agora, não creio que alguém que esteja a analisar seriamente este problema possa ter muita fé na forma como a nossa república se irá desenvolver no futuro", disse Brian Carter, procurador-geral adjunto do Minnesota.
Brantley Mayers, conselheiro do procurador-geral Adjunto do Departamento de Justiça, afirmou que o objetivo do governo é fazer cumprir a lei federal.
"Não vejo como é que o facto de também estarmos a fazer coisas adicionais que nos são permitidas, que a Constituição nos conferiu o poder de fazer, possa de alguma forma anular outra parte da mesma operação, da mesma ação", disse Mayers.
O estado do Minnesota e as duas cidades processaram o Departamento de Segurança Interna no início deste mês, cinco dias depois de uma cidadã, Renee Good, ter sido baleada por um agente da Imigração e Alfândegas (ICE).
Desde a apresentação da ação judicial original, o estado e as cidades alargaram substancialmente o seu pedido, num esforço para restaurar as condições que existiam antes do lançamento da operação ("Metro Surge") pelo governo, a 01 de dezembro.
O processo pede à juíza que ordene a redução do número de agentes e polícias federais no Minnesota para o nível anterior ao aumento da presença policial e que limite o âmbito da operação.
No sábado, Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiro por agentes do ICE durante protestos em Minneapolis contra as operações das autoridades.
As autoridades locais, de maioria democrata, e os manifestantes exigiram a retirada das tropas da cidade e o fim das operações federais.
A Casa Branca disse hoje que o Presidente norte-americano mantém a confiança na secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, apesar das tensões no Minnesota.
Noem vai continuar a "liderar o Departamento de Segurança Interna com a total confiança do Presidente" dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou um responsável norte-americano à cadeia televisiva CNN.
A posição foi tornada pública depois de Trump ter anunciado, na rede Truth Social, o envio do "'czar' da fronteira", Tom Homan, para Minneapolis, com o objetivo de supervisionar as operações no terreno.
Alguns meios de comunicação social interpretaram a decisão como um sinal de perda de confiança no chefe da Patrulha de Fronteiras, Gregory Bovino, que vinha a liderar a operação com o apoio de Noem.
Fontes citadas pela CNN indicaram que Homan e Noem mantêm desentendimentos ocasionais e não comunicam entre si há vários meses.
Trump acusou os líderes locais de incentivarem os protestos para desviar atenções de alegadas fraudes em grande escala nos programas sociais.
Já hoje, o Presidente norte-americano disse ter falado com o governador do Minnesota, Tim Walz, garantindo que ambos estão "em sintonia" quanto à cooperação em matéria de imigração no estado.
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