Gronelândia: Secretário-geral da NATO defende "diplomacia ponderada"
- 21/01/2026
"Não vou comentar esse assunto [Groenlândia], mas posso garantir que, no final, a única forma de abordar esta questão é através de uma diplomacia reflexiva», afirmou Rutte no Fórum de Davos, Suíça, , intervindo num painel intitulado "Pode a Europa defender-se?", e no qual participaram, entre outros, os Presidentes polaco, Karol Nawrocki, e finlandês, Alexander Stubb.
No dia em que é aguardada a chegada a Davos do Presidente norte-americano, Donald Trump, Rutte assegurou que está a tentar diminuir o atual clima de tensão "nos bastidores" e defendeu que o papel de secretário-geral da Aliança Atlântica exige discrição, apontando que foi isso o que fizeram os seus antecessores quando confrontados com outras crises, evitando declarações públicas.
De acordo com o secretário-geral da NATO, tomar posições públicas é "impossível", pois "assim que o fizesse, já não poderia ajudar de alguma forma [...] outros líderes a diminuir a tensão", razão pela qual não se pronuncia publicamente.
"Podem ter a certeza de que estou a trabalhar neste assunto nos bastidores, mas não posso fazê-lo em público. Lamento muito. Nenhum comentário sobre a Gronelândia", reforçou Mark Rutte, afirmando-se convicto de que esta questão será resolvida de "forma amigável" e que não deve desviar as atenções do "problema principal", a agressão militar da Rússia à Ucrânia.
No entanto, a edição deste ano do Fórum Económico Mundial, que junta anualmente em Davos as elites económica e política mundiais, está efetivamente a decorrer à sombra das tensões entre Estados Unidos e parceiros europeus devido à questão da Gronelândia.
Ao longo das últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta poderia cair nas mãos da China ou da Rússia, algo que é rejeitado pela generalidade dos países europeus, que saíram em defesa da soberania e integridade territorial da ilha.
Todas as atenções estão por isso focadas na intervenção do Presidente norte-americano, que intervirá no Fórum hoje à tarde.
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