Guerrilheiros colombianos pedem "acordo nacional" após intervenção dos EUA
- 13/01/2026
Num comunicado divulgado hoje na sua conta na rede social X, o Exército de Libertação Nacional (ELN) afirmou que, após as eleições na Colômbia deste ano, o grupo gostaria de trabalhar com o novo Governo do país para elaborar acordos com o objetivo de erradicar a pobreza, proteger os ecossistemas e superar o tráfico de droga nas zonas rurais.
O texto surge após relatos de que os governos da Colômbia e dos Estados Unidos estão a procurar formas de realizar operações conjuntas contra o ELN, um grupo que o Presidente colombiano, Gustavo Petro, descreveu como "narcotraficantes disfarçados de guerrilheiros".
A pressão sobre o ELN aumentou desde o início deste mês, quando os Estados Unidos capturaram o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa operação realizada de madrugada, e o levaram para os EUA para responder por acusações de narcotráfico.
A acusação contra Maduro no caso de Nova Iorque acusa-o de fornecer proteção ao ELN em território venezuelano e de trabalhar com o grupo no tráfico de cocaína.
Desde a operação policial que as autoridades colombianas estão a tomar medidas para enfraquecer a posição do grupo na Venezuela.
Na semana passada, o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, afirmou que o Presidente Petro e o homólogo dos EUA, Donald Trump, discutiram o ELN e o seu papel no tráfico de droga durante uma chamada telefónica que diminuiu as tensões entre os dois líderes.
Segundo Benedetti, os presidentes discutiram possíveis operações conjuntas contra o ELN.
Petro afirmou numa mensagem publicada hoje no X que o ELN precisa de abandonar o tráfico de droga e o recrutamento de menores se quiser que as negociações de paz sejam retomadas.
O chefe de Estado colombiano pediu ainda ao grupo rebelde que deixe de usar acampamentos na Venezuela, ou enfrentará "ações conjuntas" que envolverão também o Governo venezuelano.
O Governo colombiano suspendeu as conversações de paz com o ELN no ano passado, depois de o grupo ter lançado uma ofensiva na região nordeste de Catatumbo, que obrigou mais de 50 mil pessoas a fugir das suas casas.
O ELN foi fundado na década de 1960 por estudantes e dirigentes sindicais inspirados pela revolução cubana. Atualmente, conta com cerca de 5 mil combatentes a atuar na Colômbia e na Venezuela.
Leia Também: Moçambique. Ex-guerrilheiros dão 6 meses a Ossufo para deixar liderança





.jpg)






















































