Hamas denuncia escalada de bombardeamentos e ações israelitas

  • 27/01/2026

Apesar do cessar-fogo acordado entre as partes e em vigor desde 10 de outubro de 2025, sob o patrocínio de Estados Unidos da América, Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, o grupo armado palestiniano reclama que Israel viola constantemente a trégua, "deixando centenas de mártires e milhares de feridos devido aos ataques aéreos e de artilharia, demolições e disparos".

 

"A ocupação continua a guerra e o assédio apesar das reuniões e conversações sobre a paz, o [futuro] Conselho, as mediações, os encontros. Não parou o derramamento de sangue do nosso povo em Gaza nem a destruição do que resta, numa operação de limpeza étnica à vista de todo o mundo", disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem.

O mesmo responsável palestiniano acrescentou que os ataques israelitas acontecem no meio de uma onda de frio extremo no enclave -- que já fez também dezenas de mortos -, pois existem restrições à entrada de ajuda humanitária.

O que para o Hamas são violações do cessar-fogo para Israel são ações específicas dirigidas a alvos "terroristas", que implicam a "ameaça" às suas tropas, estacionadas na denominada "linha amarela", em cerca de 53% daquele território palestiniano.

O Hamas condenou recentemente a inclusão do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no Conselho da Paz, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e que integra mais de 50 chefes de Estado ou de Governo de todo o mundo.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto pelo Presidente norte-americano.

Esta fase da trégua envolveu a retirada parcial do exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

No entanto, desde 10 de outubro de 2025, mais de 466 palestinianos foram mortos por fogo israelita na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais, e a segunda fase do plano, agora em curso, continua a ser marcada por mortes quase diárias de palestinianos em ataques israelitas.

A retaliação de Israel ao ataque de 2023 do Hamas fez, até agora, em Gaza, mais de 71.500 mortos - entre os quais mais de 20.000 crianças - e mais de 172.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados (com as vítimas das violações do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Leia Também: Israel anuncia "reabertura limitada" do posto fronteiriço de Rafah

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2926329/hamas-denuncia-escalada-de-bombardeamentos-e-acoes-israelitas#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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