Hamas vai organizar eleições internas nos próximos meses

  • 13/01/2026

Um responsável do Hamas considerou que a designação de um novo líder deverá estar concluída "nos primeiros meses deste ano", precisando que mesmo os combatentes atualmente detidos por Israel serão chamados a votar.

 

O movimento islamista palestiniano, que assumiu o controlo da Faixa de Gaza em 2007, desencadeou a guerra contra Israel ao ter perpetrado ataques sem precedentes que visaram o sul do território israelita a 07 de outubro de 2023.

Dois anos e meio depois, a hierarquia do Hamas está decapitada e o território e as infraestruturas da Faixa de Gaza estão praticamente destruídas, deixando 2,2 milhões de habitantes em condições humanitárias desastrosas. Em outubro passado foi assinado um cessar-fogo com Israel, uma trégua que se tem mostrado muito frágil e marcada com acusações mútuas de violações do acordo.

O processo interno inclui a eleição do Conselho Shura, dominado por figuras religiosas e composto por 50 membros, oriundos de Gaza, da Cisjordânia ocupada e do estrangeiro.

O Conselho Shura, por sua vez, elege os 18 membros da estrutura política e o respetivo líder do movimento.

Outra fonte do Hamas, próxima do processo, adiantou também à AFP que a data das eleições do gabinete político "ainda não é clara, tendo em conta as circunstâncias que o povo atravessa".

O movimento precisa de renovar a sua hierarquia após a morte de Ismail Haniyeh, chefe político morto por Israel em Teerão, em julho de 2024. O mesmo se aplica a Yahya Sinwar, reconhecido como o principal estratega dos ataques de 07 de outubro de 2023, morto em outubro do mesmo ano em Rafah, no sul de Gaza.

Desde então, o Hamas optou por um gabinete político temporário restrito, composto por cinco membros.

As fontes ouvidas pela AFP asseguram que duas figuras se destacam entre os pretendentes.

Khalil al-Hayya, de 65 anos, ocupa cargos de direção no seio do Hamas desde pelo menos 2006, segundo a ficha que lhe é dedicada pela organização não-governamental (ONG) Counter Extremism Project (CEP).

Natural de Gaza, al-Hayya é considerado o homem das negociações com Israel, através dos países mediadores -- Qatar, Egito e Estados Unidos -- e beneficia do apoio do braço armado do movimento, as brigadas Ezzedine al-Qassam.

Nascido na Cisjordânia e com 69 anos, Khaled Mechaal surge como o principal adversário. Antigo chefe da estrutura política do Hamas, nunca viveu em Gaza. Juntou-se ao movimento no Koweit, antes de viver sucessivamente na Jordânia, na Síria e depois no Qatar.

Segundo a organização CEP, Mechaal "supervisionou a transformação do Hamas de uma organização exclusivamente terrorista numa entidade híbrida, simultaneamente terrorista e política".

É atualmente o chefe da delegação da diáspora do movimento.

Leia Também: Hamas declara que está pronto para entregar poder em Gaza

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2917960/hamas-vai-organizar-eleicoes-internas-nos-proximos-meses#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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