"Horror". Londres, Paris e Berlim convocam embaixadores do Irão
- 14/01/2026
Numa declaração no Parlamento britânico sobre a situação no Irão, a chefe da diplomacia britânica afirmou ter instruído o secretário de Estado responsável pelo Médio Oriente para convocar o embaixador do Irão "para sublinhar a gravidade do momento e exigir que o Irão responda aos relatos horríveis".
Yvette Cooper disse temer que "os relatos subestimem a magnitude do horror, à medida que outras provas e testemunhos chegam ao mundo exterior".
A responsável anunciou que o Governo vai apresentar uma proposta de lei para "impor sanções completas e adicionais, bem como medidas setoriais" a visar finanças, energia, transportes ou "outras indústrias importantes que contribuem para o desenvolvimento nuclear iraniano".
A ministra lembrou que Londres já sanciona "atores-chave dos setores energético, petrolífero, nuclear e financeiro no Irão".
Na terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu que novas sanções contra Teerão seriam rapidamente propostas aos 27 países-membros.
"Vamos trabalhar mais com a UE e outros parceiros para examinar quais medidas adicionais poderão ser necessárias em resposta aos próximos desenvolvimentos", adiantou Cooper.
O homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e os Ministérios dos Negócios Estrangeiros alemão, finlandês e dinamarquês anunciaram igualmente ter convocado os embaixadores iranianos nos respetivos países.
"Não haverá impunidade" para os autores dessa repressão, advertiu Barrot perante a Assembleia Nacional francesa, insistindo que o povo iraniano se levantou para reivindicar "justiça e liberdade". O responsável francês condenou a repressão "intolerável, insuportável e desumana" dos protestos das últimas semanas.
Berlim considerou que "a brutalidade com que o regime iraniano age contra a própria população é chocante" e pediu o "fim à violência.
Entretanto, o Governo irlandês decidiu adiar a cerimónia de apresentação das cartas credenciais do novo embaixador do Irão em Dublin, devido à repressão dos protestos pelas autoridades iranianas.
A organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR) afirmou que a repressão dos protestos, que começaram a 28 de dezembro num contexto de crise económica, mas que agora desafiam o poder, está a intensificar-se.
O número de mortos nos protestos, iniciados em 28 de dezembro, terá subido para pelo menos 2.000 pessoas, disse a IHR.
O balanço anterior referia 648 manifestantes mortos em 14 províncias no Irão, de acordo com a mesma ONG.
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