Iémen acusa Emirados de operarem "prisões secretas" no sul do país
- 20/01/2026
"Infelizmente, descobrimos prisões secretas utilizadas pelas forças dos Emirados e estamos a documentar as violações cometidas", afirmou Salem al-Khanbashi, governador da província de Hadramawt, uma das regiões recentemente retomadas às forças separatistas apoiadas por Abu Dhabi.
O governador, que integra também o Conselho Presidencial do Iémen, disse que as autoridades vão apresentar provas aos jornalistas durante uma visita prevista para terça-feira.
"Serão tomadas todas as medidas necessárias para garantir que os responsáveis por estas violações sejam responsabilizados, sejam eles Aidarous al-Zoubaidi, os Emirados Árabes Unidos ou aqueles que trabalham com eles", acrescentou al-Khanbashi, referindo-se ao líder do Conselho de Transição do Sul, movimento separatista próximo de Abu Dhabi.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos intervieram conjuntamente no Iémen em 2015 para apoiar o governo contra os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, mas passaram posteriormente a apoiar fações rivais no terreno.
No mês passado, um avanço das forças do Conselho de Transição irritou Riade e os seus aliados iemenitas, que acabaram por recuperar o controlo de várias áreas e forçaram a retirada das tropas dos Emirados.
Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, como a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional, já tinham denunciado no passado a existência de centros de detenção geridos pelos Emirados Árabes Unidos e pelos seus aliados no Iémen, acusações que Abu Dhabi sempre negou.
O chefe do Conselho Presidencial, Rashad al-Alimi, ordenou recentemente o encerramento de todas as prisões existentes em zonas anteriormente controladas pelo Conselho de Transição do Sul, exigindo a libertação imediata dos detidos ou a sua transferência para instalações sob controlo do governo.
Até ao momento, os Emirados Árabes Unidos não reagiram oficialmente às novas acusações.
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