Irão. Conselho dos Direitos Humanos da ONU reúne-se de urgência na sexta
- 20/01/2026
"Esta sessão especial foi solicitada na noite de segunda-feira pela Islândia, juntamente com Alemanha, Macedónia do Norte, Moldova e Reino Unido", anunciou hoje o porta-voz daquele organismo, Pascal Sim, em conferência de imprensa em Genebra.
O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país. Os protestos acabaram por evoluir para um movimento de contestação do regime da República Islâmica, uma teocracia xiita conservadora.
As autoridades iranianas foram endurecendo a sua posição e a repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos da América (EUA) e a Israel.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Teerão com uma intervenção militar para resolver a situação, à semelhança da breve guerra de 12 dias, em junho, juntamente com forças israelitas, na altura justificada com o combate aos grupos extremistas Hamas e Hezbollah e com o desrespeito pelos acordos nucleares por parte do Irão.
Várias organizações não governamentais estimaram entretanto que as manifestações e a atuação das forças de segurança provocaram mais de 3.000 vítimas mortais, nas últimas semanas, e muitos mais milhares de feridos.
A agência de notícias iraniana Tasnim contabilizou, no final da semana passada, perto de 3.000 pessoas detidas na sequência das agitações populares, enquanto os grupos de defesa dos Direitos Humanos avançaram o número de cerca de 20.000 detenções.
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