Irão nega que Erfan Soltani tenha sido condenado à morte. "Lei não prevê"
- 15/01/2026
"Se for considerado culpado, será condenado a prisão, pois a lei não prevê a pena de morte para estas acusações", referiu a agência de notícias do poder judicial (Mizan), no seu portal na internet.
Soltani, de 26 anos, está detido na prisão de Karaj, perto de Teerão, e é acusado de realizar manifestações contra a segurança nacional e propaganda contra o regime, segundo a Mizan.
A organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, citando a família do jovem, declarou que a execução Soltani estava marcada para a passada quarta-feira, mas foi adiada.
A ONG alertou, no entanto, que continua a haver "sérias e persistentes preocupações" sobre o seu direito à vida.
O presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou com uma ação militar contra Teerão pela repressão dos protestos, disse anteriormente que tinha sido informado por "uma fonte fidedigna" de que "não havia planos para uma execução", sem fornecer mais detalhes.
"Não há qualquer plano para execuções, nem uma execução, nem execuções --- isso foi-me informado por fontes fidedignas", adiantou.
Antes, entretanto, o chefe do poder judicial iraniano sugeriu que os manifestantes detidos nos protestos das últimas semanas no país serão sujeitos a julgamentos sumários e execuções.
O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.
A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para 3.428 as mortes registadas nos protestos que abalam o Irão há mais de duas semanas, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.





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