Irlanda diz que soberania da Gronelândia não pode ser violada
- 19/01/2026
"A integridade territorial e a soberania da Gronelândia e do Reino da Dinamarca não podem ser violadas", escreveu hoje o 'taoiseach' (chefe de Governo da República da Irlanda) na rede social X, na sequência de declarações ao programa "This Week" da emissora irlandesa RTÉ Radio, citado pela agência de notícias EFECOM.
Michéal Martin alertou que qualquer guerra comercial seria "muito prejudicial" tanto para os Estados Unidos como para a Europa e acrescentou que "é necessário haver diálogo para evitar que isso aconteça.
As palavras do chefe do Governo de Dublin surgem depois do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado impor uma tarifa de 10% a partir de 01 de fevereiro sobre produtos oriundos da Alemanha, França, Reino Unido, Suécia, Noruega, Países Baixos, Finlândia e Dinamarca, países que enviaram tropas para a Gronelândia, como forma de pressionar aqueles países a apoiarem os seus planos de anexar aquela ilha do Ártico.
Numa mensagem na plataforma Truth Social, Donald Trump avisou que pretende aumentar aquelas tarifas para 25% em junho e que elas permanecerão em vigor até que seja fechado um acordo "para a compra total e completa da Gronelândia" por parte de Washington.
O chefe do Governo da Irlanda classificou o anúncio de Trump como "completamente inaceitável", mas manifestou-se contra uma "reação impulsiva", diante da possibilidade do Parlamento Europeu não ratificar o acordo comercial entre os EUA e a União Europeia (UE), que, na opinião do primeiro-ministro irlandês, foi assinado "de boa-fé".
Martin defendeu ainda que seria "um pouco prematuro" ativar o mecanismo anti-coerção da UE, como sugerem alguns meios de comunicação franceses que pretende fazer o presidente francês, Emmanuel Macron, o que abriria a porta para que Bruxelas aplicasse uma ampla gama de sanções contra Washington, entre elas a imposição de tarifas alfandegárias ou restrições ao acesso a licitações públicas europeias.
O líder irlandês indicou também que pretende visitar a Casa Branca no próximo mês de março, porque acredita "no diálogo e no compromisso".
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