Israel reivindica ataque em 4 passagens fronteiriças entre Líbano e Síria
- 22/01/2026
O exército indicou na rede X que as passagens fronteiriças estavam localizadas na região de Hermel, no leste do Líbano.
Na sua mensagem, os militares israelitas reclamam também a eliminação, na região de Sidon, de Muhammad Awasha, que apresentam como "um importante traficante de armas" do grupo libanês apoiado pelo Irão.
"Awasha desempenhou um papel central no avanço do tráfico de armas para o Hezbollah, utilizando uma empresa de fachada que encomendava e transferia mercadorias proibidas de países como o Iraque, a Síria e os estados do Golfo", relatou o exército.
Anteriormente, as forças israelitas realizaram hoje outra série de ataques contra alegados alvos do Hezbollah no sul do Líbano.
Israel atingiu e destruiu edifícios em cinco localidades, segundo a agência de notícias libanesa, que resultaram em 19 feridos, de acordo com um balanço do Ministério da Saúde de Beirute.
A agência France Presse (AFP) relatou também que dois carros - um perto de Sidon, a principal cidade do sul do país, e outro nas imediações da cidade costeira de Tiro - foram atingidos por ataques aéreos, matando duas pessoas, segundo o ministério libanês.
Israel alegou ter "atacado terroristas do Hezbollah".
Os acontecimentos de hoje ocorrem depois de o exército libanês ter anunciado, no início de janeiro, que tinha concluído o desarmamento do Hezbollah na faixa sul do país situada entre a fronteira com Israel e o rio Litani, cerca de 30 quilómetros a norte.
As cinco localidades hoje alvejadas situam-se a norte do rio Litani e da zona desmilitarizada vigiada por tropas da ONU.
Israel e Hezbollah acordaram um cessar-fogo em novembro de 2024, mas as forças israelitas continuam a visar quase diariamente posições do grupo libanês, que acusam de violações do entendimento e de procurar a recuperação das suas capacidades militares.
O Hezbollah integra o chamado eixo da resistência apoiado pelo Irão e envolveu-se em hostilidades militares com Israel logo após o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, em solidariedade com o seu aliado palestiniano Hamas.
Após quase um ano de troca de tiros ao longo da fronteira israelo-libanesa, Israel lançou uma forte campanha aérea no verão de 2024, que decapitou a direção do movimento xiita, incluindo o seu líder histórico, Hassan Nasrallah, e vários outros responsáveis da hierarquia política e militar do Hezbollah.
Desde o cessar-fogo, o Estado libanês tem procurado concentrar todo o armamento do país nas mãos das forças de segurança oficiais e deslocou efetivos para a zona da fronteira com Israel, tradicionalmente um reduto do Hezbollah e onde as tropas israelitas ainda mantêm posições militares.
Em comunicado, as forças libanesas condenaram hoje "a contínua agressão israelita" que dizem visar edifícios e residências civis e alertaram que estes ataques "dificultam os esforços" do exército" e impedem-no "de concluir a implementação do seu plano".
O Hezbollah acusa pelo seu lado as autoridades de Beirute de cederem a pressões dos Estados Unidos e de Israel.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) termina o mandato em 2026, depois de quase cinco décadas no sul do país, e registou cerca de 10 mil violações no primeiro ano do cessar-fogo.
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