Itália e Dinamarca repudiam críticas de Trump a aliados no Afeganistão

  • 25/01/2026

"É insuportável que o Presidente americano esteja a questionar o compromisso dos soldados aliados no Afeganistão", escreveu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na rede social Facebook.

 

Os comentários da chefe do Governo dinamarquês surgiram depois de a Associação Dinamarquesa de Veteranos ter manifestado indignação com as declarações de Trump.

"Estamos sem palavras. A Dinamarca sempre apoiou os Estados Unidos e estivemos presentes em zonas de crise em todo o mundo quando os Estados Unidos nos pediram para o fazer", escreveu a associação num comunicado.

Veteranos dinamarqueses apelam a uma marcha silenciosa no sábado, 31 de janeiro, em Copenhaga, para protestar contra os ataques de Trump.

Segundo as Forças Armadas dinamarquesas, 44 soldados dinamarqueses morreram no Afeganistão: 37 em combate e outros sete devido a doença, acidente ou outros ferimentos.

"A Dinamarca é um dos países da NATO que sofreu as maiores perdas per capita", disse a líder dinamarquesa.

De Itália, também surgiram críticas.

O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, defendeu o compromisso dos soldados italianos em missões internacionais e lamentou a controvérsia.

O governante italiano indicou ter canalizado uma resposta às palavras de Trump "através de atos formais".

"É assim que se faz entre instituições. Fiz uma breve revisão histórica do que aconteceu no Afeganistão e em muitos outros cenários. O bom dos factos é que não podem ser apagados", disse o ministro na rede social X.

O ministro rejeitou qualquer lição sobre "o compromisso de Itália, das suas Forças Armadas nas missões, sobre a sua coragem, o seu sacrifício, sobre o seu papel não marginal."

"Não podemos nem queremos aceitar análises superficiais e erradas. De ninguém," sublinhou.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, uma conhecida aliada de Trump no continente europeu, não respondeu a estas palavras e na sexta-feira chegou mesmo a dizer que pedirá o Prémio Nobel da Paz ao Presidente dos EUA caso este pacifique a Ucrânia.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em uníssono com toda a classe política do Reino Unido, indignou-se na sexta-feira com as declarações "insultuosas" e "francamente chocantes" de Donald Trump.

A Casa Branca respondeu na sexta-feira que os Estados Unidos fizeram "mais pela NATO do que todos os aliados juntos".

Também o príncipe britânico Harry, que serviu por duas vezes no Afeganistão, pediu na sexta-feira que se reconheça "com respeito" o sacrifício dos soldados da NATO na guerra no Afeganistão.

Numa declaração, o duque de Sussex recordou que membros da Aliança Atlântica vieram em auxílio dos Estados Unidos quando estes invocaram o Artigo 5.º de apoio mútuo em 2001, após os ataques de 11 de setembro contra os EUA, "pela primeira -- e única -- vez na história".

"Isto significava que todas as nações aliadas estavam obrigadas a apoiar os Estados Unidos no Afeganistão, em defesa da nossa segurança partilhada. Os aliados responderam a esse apelo", disse o filho mais novo do Rei Carlos III.

"Servi lá. Fiz amigos para a vida. E também perdi amigos", acrescentou, recordando que o Reino Unido, principal aliado de Washington, registou 457 mortes.

Numa entrevista na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, o Presidente Trump criticou o papel dos outros países membros da NATO durante os 20 anos de conflito (2001-2021), assegurando que os Estados Unidos "nunca precisaram deles".

"Vão dizer que enviaram algumas tropas para o Afeganistão... e conseguiram, mas ficaram um pouco para trás, um pouco afastados das linhas da frente", disse, afirmando que a NATO não ajudaria os Estados Unidos em caso de necessidade.

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Lusa | 17:03 - 23/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2925591/italia-e-dinamarca-repudiam-criticas-de-trump-a-aliados-no-afeganistao#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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