Já há soldados dinamarqueses na Gronelândia para o caso de ataque dos EUA
- 24/01/2026
A Dinamarca já enviou para a Gronelândia soldados que estão prontos para combater em caso de ataque norte-americano, anunciou a emissora pública dinamarquesa esta sexta-feira.
De acordo com a Danmarks Radio, o exército dinamarquês solicitou na semana passada que as tropas enviadas para a Gronelândia fossem equipadas com munição real, mencionando a possibilidade de enviar forças e recursos adicionais posteriormente, se for necessário.
Agora, aeronaves civis e militares já começaram a transportar soldados e equipamentos para o território.
Em declarações à imprensa na sexta-feira, o ministro da defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, recusou-se a comentar estas notícias.
De acordo com a ordem enviada aos soldados dinamarqueses, a operação envolve as Forças Armadas dinamarquesas "reforçando a presença e o nível de atividade na Gronelândia para demonstrar a vontade e a capacidade de defender a soberania e a integridade territorial do Reino" e faz também referência a um plano subjacente para a defesa da Gronelândia, que pode ser posto em prática se necessário "no pior cenário possível".
Contudo, ontem, o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, admitiu uma maior presença militar no território, enquanto manifestou a intenção de prosseguir um "diálogo pacífico" sobre o futuro, identificando a soberania e a integridade territorial como "linhas vermelhas".
Estas notícias surgem numa altura em que o recuo do presidente norte-americano sobre a Gronelândia parecia ter trazido algum alívio aos líderes europeus, que, ainda assim, apelam a que não haja ilusões quanto ao estado das relações transatlânticas.
Os líderes da União Europeia reuniram-se hoje numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos, entretanto retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.
Com esta cimeira extraordinária, os chefes de Governo e de Estado dos 27 do bloco europeu quiseram enviar um sinal político forte de unidade, sublinhando que a soberania territorial e a lei internacional são princípios fundamentais da política externa da UE, face às intimidações sobre a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca.
No passado fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre oito países europeus, entre os quais seis Estados-membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).
Porém, já esta quarta-feira à noite, Trump recuou, ao anunciar um acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, sobre a Gronelândia, e a suspender a ameaça de tarifas.





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