Lula da Silva e Gustavo Petro saúdam libertação de presos na Venezuela
- 09/01/2026
De acordo com uma nora da presidência brasileira, Lula da Silva e Gustavo Petro realizaram hoje uma conversa telefónica sobre a situação na Venezuela e "saudaram (...) o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de libertação de presos nacionais e estrangeiros".
Na opinião dos dois chefes de Estado sul-americanos, alinhados à esquerda, "a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano".
Nesse sentido, Lula da Silva e Gustavo Petro, chefes de Estado de países que compartilham extensas fronteiras com a Venezuela, "manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela".
"Destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional", frisaram, de acordo com a mesma nota.
As autoridades da Venezuela anunciaram hoje a libertação de um "número significativo" de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros, num processo que já está a decorrer, afirmou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
Trata-se de "um gesto unilateral para reforçar" a "decisão irredutível de consolidar a paz" no país e "a convivência pacífica", sem distinção de ideologia ou religião, disse Jorge Rodríguez, numa conferência de imprensa em Caracas, sem precisar o número de pessoas que vão ser libertadas.
"Considere-se este gesto do governo bolivariano [da Venezuela], de ampla intenção de procura da paz, como uma contribuição que todos e todas devemos fazer para que a nossa República continue a sua vida pacífica e em busca da prosperidade", acrescentou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
Jorge Rodríguez agradeceu ao ex-primeiro-ministro de Espanha Jose Luis Rodríguez Zapatero, ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Governo do Qatar a colaboração neste processo.
O anúncio das autoridades da Venezuela ocorre cinco dias depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.
A 'número dois' do Governo de Maduro, Delcy Rodriguez - irmã do atual presidente do parlamento - foi entretanto investida como nova Presidente da Venezuela.
Segundo o balanço mais recente da organização não-governamental (ONG) Foro Penal, há na Venezuela 863 presos políticos, incluindo 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade.
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