Milhares em Paris protestam em solidariedade com os curdos da Síria
- 25/01/2026
Segundo a polícia da capital francesa, citada pela Agência France Presse (AFP), 7.500 pessoas participaram na manifestação.
Entre a multidão, que entoava palavras de ordem como "Os curdos prevalecerão" e "Kobani não cairá", muitos cartazes tinham a inscrição "Defendam Rojava", nome do território curdo semiautónomo alvo da ofensiva do exército sírio, apoiado pelo Governo turco.
A manifestação realizou-se numa altura em que a comunidade curda na Síria, que detém a sua própria administração, enfrenta tensões com o regime de Damasco, determinado a estender a sua autoridade a todo o país devastado pela guerra.
A manifestante Demet Sahin, uma advogada de 28 anos, disse à AFP sentir-se "paralisada de medo pelo futuro dos curdos" na região.
"Hoje, há um consenso sobre ajudá-los, mas na realidade não há nada", afirmou, acrescentando que a sua família é originária do Curdistão turco.
Pode ver imagens desta manifestação na nossa galeria.
O governo francês garantiu na quinta-feira não abandonar os curdos, que desempenharam um papel fundamental na luta contra o Estado Islâmico (ISIS).
Estas declarações, no entanto, não convenceram os manifestantes, segundo a AFP.
"Sentimo-nos impotentes perante o silêncio generalizado, perante a profunda sensação de traição", lamentou Laurine, de 20 anos, outra manifestante franco-curda que preferiu não revelar o apelido.
"Só queremos justiça, a nossa liberdade e os nossos legítimos direitos enquanto povo", acrescentou a jovem, com o rosto emoldurado por uma bandeira amarela, vermelha e verde, as cores de Rojava.
Outro manifestante, que preferiu manter o anonimato, pediu ainda mais apoio da França: "Não compreendemos porque é que [o Presidente francês] Emmanuel Macron está hoje a defender os jihadistas. Imaginamos que seja por interesses geopolíticos, mas para nós, é alta traição".
No início da semana, 24 pessoas foram detidas em França e 21 polícias ficaram feridos após incidentes à margem de manifestações semelhantes.
Em Marselha, no sul de França, as autoridades proibiram outra manifestação prevista para hoje, após vários protestos que descreveram como marcados por "perturbações da ordem pública".
A comunidade curda em França tem entre 320 mil e 400 mil pessoas, a segunda maior da Europa depois da Alemanha, de acordo com uma estimativa do Instituto Curdo de Paris, a instituição curda mais antiga da Europa.
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