Nacionalistas de Myanmar negam em manifestação genocídio dos rohingya

  • 27/01/2026

O mais alto tribunal das Nações Unidas, com sede em Haia, Holanda, está a realizar audições sobre a repressão levada a cabo pelo Myanmar contra o povo rohingya desde 2017.

 

A Gâmbia, país de maioria muçulmana, acusou o governo do Myanmar (antiga Birmânia) de violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio de 1948.

As manifestações são raras em Myanmar, onde o regime militar está no poder desde o golpe de Estado em 2021.

Ao som de tambores no centro da cidade de Rangum, manifestantes e monges budistas ergueram faixas negando as acusações de limpeza étnica que foram apresentadas em Haia.

"Estamos aqui hoje reunidos pela dignidade, pela verdade e pela justiça para o nosso país", disse o ativista ultra nacionalista Win Ko Ko Lat à Agência France Presse negando o genocídio do povo rohingya.

Myanmar tem afirmado reiteradamente que a repressão por parte das Forças Armadas em 2017 foi justificada para suprimir uma insurgência rohingya.

A violência desencadeou um êxodo de grandes proporções para o vizinho Bangladesh, onde mais de um milhão de cidadãos de origem rohingya vivem em campos de refugiados.

As audiências começaram no passado dia 12 de janeiro no Tribunal Internacional de Justiça, mas a decisão final pode demorar meses ou mesmo anos.

Alguns países, incluindo os Estados Unidos, consideram oficialmente a repressão contra os rohingya como genocídio, e o chefe da Junta Militar do Myanmar, Min Aung Hlaing, foi sancionado pelos abusos cometidos pelas Forças Armadas.

Embora o Myanmar estivesse sob regime militar há muito tempo, os acontecimentos em causa ocorreram durante um período de transição democrática, quando o país era liderado por Aung San Suu Kyi.

A reputação internacional da homenageada com o Prémio Nobel da Paz de 1991 foi afetada quando compareceu em Haia, em 2019, para defender os generais das acusações de genocídio.

Aung San Suu Kyi, 80 anos de idade, está presa desde o golpe de Estado de 2021.

O golpe de Estado provocou uma guerra civil no país.

Leia Também: Forças Armadas de Myanmar atacam civis e opositores ao governo

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2926897/nacionalistas-de-myanmar-negam-em-manifestacao-genocidio-dos-rohingya#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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