ONU alerta para agravamento da crise humanitária no Iémen
- 15/01/2026
O diretor da Divisão Humanitária da OCHA, Ramesh Rajasingham, em representação do coordenador humanitário da ONU, Tom Fletcher, sublinhou que milhões de iemenitas continuam sem receber assistência essencial para sobreviver, assim como "a difícil situação nas áreas controladas pelos houthis", onde "a detenção de 73 funcionários das Nações Unidas limita gravemente o trabalho humanitário".
A ONU insiste que "as autoridades de facto devem libertar de imediato estes trabalhadores e o pessoal de ONGs e diplomatas detidos".
Aquele responsável destacou também que o sul do Iémen "permanece instável", com "deslocamentos massivos e restrições à movimentação civil e humanitária".
Embora tenha sido registada uma recente diminuição da escalada militar, Ramesh Rajasingham, disse que "qualquer deterioração adicional na segurança poderia agravar a crise e aumentar o número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar e falta de serviços básicos".
No que diz respeito à alimentação, mais de 18 milhões de iemenitas, o que representa metade da população do país, poderão enfrentar "condições semelhantes à fome" no próximo mês, acrescentou.
"A situação nutricional das crianças é especialmente preocupante, já que quase metade destas com menos de cinco anos está desnutrida e, por falta de fundos, apenas dois milhões dos oito milhões previstos receberam ajuda nutricional crítica em 2025", afirmou.
Rajasingham também alertou para a precariedade do sistema de saúde no Iémen após o encerramento de 450 centros de saúde. "Menos de 60% dos centros operacionais oferecem serviços básicos completos, e estão em perigo as campanhas de vacinação, o que deixaria milhões de crianças vulneráveis a doenças preveniveis, como o sarampo, pólio e cólera", frisou.
O resposável da ONU pediu ao Conselho de Segurança que aumente o financiamento e que pressione as autoridades para conseguir a libertação imediata do pessoal humanitário detido, ao mesmo tempo que sublinhou que "o trabalho das ONG e da ONU é vital para evitar um agravamento da crise" no Iémen.
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