Partido Comunista do Vietname inicia reunião crucial para eleger liderança
- 19/01/2026
O Congresso Nacional do Partido Comunista do Vietname decorre em Hanói até 25 de janeiro, com a participação de cerca de 1.600 delegados, que vão eleger os membros do órgão de decisão no país monopartidário e definir os objetivos económicos para a próxima década de uma das economias mais dinâmicas da Ásia, de acordo com a imprensa vietnamita.
Um dos principais objetivos do congresso, que está a ser realizado à porta fechada e com grande secretismo, será a eleição dos cerca de 200 membros do comité central, que, por sua vez, vão nomear os 17 a 19 membros do Politburo, órgão de decisão do partido, de onde será escolhido o secretário-geral.
To Lam, máximo dirigente do país, aspira manter a posição de secretário-geral e possivelmente expandir o poder, de acordo com analistas, com o objetivo de também assumir a presidência após anos turbulentos entre as diferentes fações do Partido Comunista.
A figura do Presidente, simbólica e subordinada à do secretário-geral do Partido Comunista do Vietname, está atualmente nas mãos do antigo general Luong Cuong.
Caso To Lam, de 68 anos, acumule a presidência e o cargo de secretário-geral do Partido Comunista, o Vietname avança para um modelo de poder semelhante ao da China, centralizado no Presidente Xi Jinping, que também chefia das Forças Armadas.
Seguindo o exemplo do gigante asiático, também o Vietname adotou recentemente medidas para combater a corrupção institucional, que os especialistas consideram uma arma contra adversários internos.
O 14º Congresso Nacional do país do Sudeste Asiático pode consolidar o objetivo do Vietname - uma das economias mais poderosas da Ásia - de alcançar um crescimento do produto interno bruto (PIB) de 10% nos próximos cinco anos.
Hanói ambiciona tornar o Vietname num país desenvolvido até 2045. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 5,6% do PIB da nação até 2026, de acordo com uma previsão de outubro.
A Human Rights Watch denunciou recentemente um aumento das detenções de pessoas consideradas dissidentes nas semanas que antecederam o Congresso Nacional, apontando para um cenário de maior controlo político.
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