Partido pró-independência da Gronelândia pede negociações diretas com EUA
- 09/01/2026
A posição do Naleraq surge após um pedido das autoridades gronelandesas para uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que incluiria representantes do Governo dinamarquês.
Dirigentes do Naleraq defenderam que a Gronelândia deve participar sozinha nessas negociações, argumentando que o diálogo direto com os Estados Unidos é essencial para salvaguardar os interesses do território.
A dirigente do partido Juno Berthelsen, antiga responsável pela diplomacia gronelandesa, afirmou que o Naleraq trabalhará para garantir contactos parlamentares diretos com Washington, sem mediação dinamarquesa.
Berthelsen criticou ainda o Governo da Gronelândia, acusando-o de aparentar paralisia face às recentes iniciativas norte-americanas e de não responder de forma eficaz aos pedidos de diálogo vindos dos EUA.
O Naleraq defende a independência total da ilha e obteve cerca de 25% dos votos nas eleições de 2025, elegendo oito deputados para o parlamento local, composto por 31 lugares.
Apesar de não integrar a coligação governamental, o partido admite a possibilidade de um acordo de "livre associação" com os Estados Unidos, que garantiria apoio e proteção norte-americanos em troca de direitos militares, sem uma anexação formal.
O Naleraq sustenta que a independência plena exige preparação política e prática, bem como o estabelecimento de relações internacionais capazes de sustentar a Gronelândia como Estado soberano.
As ambições de Trump em relação à Gronelândia têm sido reiteradas desde o seu regresso à Casa Branca, com o Presidente norte-americano a invocar razões de segurança nacional, nomeadamente a presença de navios chineses e russos na região, para defender um maior controlo da ilha.
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