Pelo menos 39 mortos em colisão de comboios em Espanha: O que se sabe
- 19/01/2026
Pelo menos 39 pessoas morreram e 75 ficam feridas após um descarrilamento de dois comboios de alta velocidade, no domingo ao final do dia, no município espanhol de Adamuz, em Córdoba, Espanha. Afinal, o que se sabe até agora?
O acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
As carruagens do comboio Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, vai deslocar-se até ao local do acidente na manhã desta segunda-feira.
Tragedia en España. Un tren Iryo descarriló en Adamuz (Córdoba) y luego se fue a impactar con un Alvia, tras lo cual varios vagones fueron despedidos con gente adentro. Reportes indican que hay al menos 21 muertos, pero la cifra podría aumentar debido a que continúan las… pic.twitter.com/dV3T9V1daI
— Sandra Romandía (@Sandra_Romandia) January 18, 2026
As vítimas mortais e os feridos
Para já, estão confirmadas 39 mortes e 75 pessoas ficaram feridas, sendo que 15 estão em estado grave.
Os meios espanhóis avançam ainda que, até ao momento, cerca de 48 pessoas continuam hospitalizadas, sendo que 11 adultos e duas crianças encontram-se na unidade de cuidados intensivos.
De acordo com o jornal espanhol El País, entre as vítimas mortais está o maquinista do comboio Alvia, de 27 anos. Já o chefe dos Bombeiros de Córdoba explicou que, durante o resgate, havia pessoas presas com cortes, contusões, fraturas expostas e que a destruição do comboio dificultou o acesso às vítimas.
Vítimas portuguesas? MNE diz que "não há conhecimento"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova, Espanha, que causou pelo menos 39 mortos.
Qual a causa do acidente?
As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".
Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado.
De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro.
Os primeiros relatos de quem estava nos comboios
Surgem agora os primeiros relatos de quem estava nos comboios. É o caso de María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madrid. Ao El País, contou que começou a sentir "muitos solavancos", o que fez com que as suas malas caíssem, até que o comboio parou.
"Quando saímos, vimos os vagões retorcidos e dois outros - do segundo comboio - tombados", disse.
Já Santiago, de 44 anos, referiu que o comboio onde estava começou a balançar até que parou, adiantando ainda que os serviços de emergência demoraram "cerca de uma hora" a chegar ao local: "Quando saí, vi uma pessoa morte. Tentamos ir até à carruagem número 1, mas estava completamente destruída. As pessoas pediam ajuda e tentámos retirá-las, mas foi muito difícil".
María Vidal, de 32 anos, viajava no comboio Iryo - o primeiro que descarrilou - e disse ter sentido algo como "um terramoto". "Tudo tremeu, depois houve uma paragem brusca e as luzes apagaram-se. A equipa do Iryo perguntou-nos se havia médicos presentes que pudessem ajudar nas carruagem 6, 7 e 8", contou.
E acrescentou: "Eu estava na carruagem 4. Ficámos lá dentro durante cerca de 40 minutos. Vi pessoas em estado muito grave".
"Profunda tristeza": As mensagens de condolências a Espanha
Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou ao Rei de Espanha "o seu pesar pelas consequências trágicas do descarrilamento de dois comboios de alta velocidade no município espanhol de Adamuz, em Córdoba, que causou a morte de múltiplos passageiros e dezenas de feridos".
"Neste momento de profunda tristeza, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa transmite sentidas condolências e solidariedade aos familiares de todos os que perderam a vida e a rápida recuperação dos feridos", lê-se na mesma nota.
Também o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou as suas condolências às vítimas do acidente ferroviário ocorrido hoje na Andaluzia, classificando-o como "uma tragédia" e prometendo o apoio da França a Espanha.
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou condolências às famílias das vítimas do acidente com dois comboios de alta velocidade em Córdoba, estendendo a sua solidariedade ao povo espanhol.
"Desejo uma rápida e completa recuperação aos feridos. Estão nos meus pensamentos esta noite", escreveu.
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