Pelo menos 780 migrantes detidos na Gâmbia ao tentarem chegar à Europa
- 10/01/2026
"Realizámos três operações que levaram à detenção de 782 migrantes suspeitos em várias localidades do país", declarou o porta-voz do Departamento de Imigração da Gâmbia, Simon Lowe.
Entre as pessoas detidas e posteriormente libertadas sob fiança, encontram-se 233 cidadãos do Senegal, 197 da Gâmbia, 176 da Guiné-Conacri e 148 do Mali.
As operações tiveram início em 03 de janeiro, depois de pelo menos 31 migrantes terem morrido e muitos outros terem desaparecido num naufrágio, ao largo da Gâmbia, de um barco que tentava chegar à Europa, em 01 de janeiro.
O naufrágio deste barco, que partiu na noite de 31 de dezembro e transportava mais de 200 pessoas, comoveu este país da África Ocidental, a partir do qual muitos exilados tentam chegar ao arquipélago espanhol das Canárias pela perigosa rota do Atlântico.
"A Gâmbia observa com profunda preocupação o rápido aumento do número de pessoas que tentam chegar à Europa por mar, utilizando a Gâmbia como ponto de partida", indicou o Ministério do Interior num comunicado.
Nas últimas semanas, ocorreram vários naufrágios ou desaparecimentos de embarcações clandestinas ao largo da Gâmbia.
O barco que naufragou na noite de Ano Novo lançou um pedido de socorro ao largo da região de North Bank, no noroeste da Gâmbia, sendo que a marinha nacional lançou então uma vasta operação de buscas durante a noite.
Além disso, várias centenas de migrantes da África Ocidental, muitos deles originários de aldeias do Senegal, que embarcaram há mais de um mês numa piroga que partiu da costa da Gâmbia, não deram sinais de vida desde então, segundo agentes da migração no Senegal.
Outra piroga que transportava mais de 190 migrantes, sem notícias desde a sua partida da costa norte do país em 17 de novembro, naufragou, de acordo com a Fundação Ebrima sobre a situação dos migrantes.
O recente reforço dos controlos marítimos no Senegal, na Mauritânia e em Marrocos levou as partidas de pirogas clandestinas a deslocarem-se para sul, nomeadamente a partir da costa da Gâmbia e da Guiné-Conacri, prolongando ainda mais o tempo passado no mar.
Leia Também: Governo Trump diz ter deportado 650 mil imigrantes ilegais





.jpg)






















































