Presidente interina da Venezuela criticada por usar vestido de 665€
- 13/01/2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a ser alvo de críticas por ter usado um vestido de 547 euros durante a sua tomada de posse, no passado dia 5 de janeiro.
As críticas começaram após uma publicação na rede social X indicar que Delcy Rodríguez usou um vestido da marca Chiara Boni, que custaria 14.494 dólares (cerca de 12.422 euros) em promoção no site da Farfetch. No entanto, no mesmo site, o vestido custava, esta segunda-feira, 665 euros, estando em promoção por 547 euros.
"O vestido que Delcy Rodríguez vestiu para a sua tomada de posse custa 21 mil dólares, sem desconto. Mais dinheiro do que 99% dos venezuelanos poderão poupar toda a sua vida na Venezuela. Bando de narcotraficantes e corruptos chavistas de merda", denunciou uma publicação.
El calcetín arrugado de Delcy Rodríguez vistió para su ascensión a Presidenta un vestido de 21k USD (sin descuento).
— Dalas Review (@DalasReview) January 7, 2026
Más dinero del que el 99% de venezolanos podrán ahorrar en toda su vida en Venezuela.
Banda de narcos y corruptos chavistas de mierda. pic.twitter.com/saGkE98vFU
Apesar de o preço do vestido ter sido corrigido para 742 dólares, vários utilizadores lembraram que o "salário mínimo na Venezuela é de 130 bolívares, equivalente a 42 cêntimos de dólar". "Para comprar este vestido na Venezuela, demorarias 147 anos (sem gastar dinheiro em comida)", lê-se na rede social X.
"O vestido de Delcy custa 517 euros, o barril do petróleo está hoje a 51,25 euros. Isto quer dizer que Delcy está a usar 10,8 barris de petróleo. Para quem se preocupa com petróleo", indicou outro utilizador.
"O socialismo significa que o preço do vestido da comunista Delcy Rodríguez seria suficiente para alimentar 100 famílias venezuelanas durante um mês", acrescentou outro.
Recorde-se que a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, tomou posse como presidente interina da Venezuela, na passada segunda-feira.
Antes, o Supremo Tribunal tinha ordenado que Rodríguez assumisse as funções de chefe de Estado para um mandato renovável de 90 dias.
O mesmo dia, o líder venezuelano Nicolás Maduro, que foi capturado e retirado da Venezuela numa intervenção militar dos Estados Unidos, declarou-se inocente das acusações de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de droga, na audiência num tribunal norte-americano.
Os Estados Unidos lançaram, a 3 de janeiro, "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar Maduro e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Após breves declarações num tribunal de Manhattan em que ambos se declararam inocentes nas acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, a próxima audiência de Maduro e Cilia Flores, que vão continuar detidos, ficou agendada para 17 de março.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.





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