Primeiro-ministro britânico não tem "nenhuma intenção" de falar com Putin
- 17/01/2026
"Nós, como Governo britânico, mantemos contactos regulares com o Governo russo, incluindo através da nossa embaixada em Moscovo", afirmou hoje o porta-voz aos jornalistas, após uma pergunta sobre possíveis contactos diretos com o Kremlin.
No entanto, salientou: "O primeiro-ministro [Keir Starmer] não tem qualquer intenção de falar com o Presidente Putin".
"A sua prioridade está firmemente em apoiar a Ucrânia para alcançar uma paz justa e duradoura e colocar este país na posição mais forte possível para prosseguir tanto a luta como as negociações de paz", vincou.
O mesmo porta-voz disse que o Presidente russo "até agora não mostrou nenhum sinal" de querer pôr fim à guerra na Ucrânia.
Na sexta-feira, o Kremlin considerou "positiva" a disposição manifestada por alguns países europeus de restabelecer o diálogo, interrompido após o início do ataque russo à Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, criticou, no entanto, a atitude do Reino Unido, que "mantém, por enquanto, posições radicais" e "não deseja contribuir para o estabelecimento da paz".
"A posição de Londres é de natureza destrutiva", acusou.
A chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, considerou no início de janeiro que "chegou o momento em que a Europa também deve dialogar com a Rússia", defendendo a criação de um "enviado especial" europeu que permitiria falar a uma só voz.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou, em dezembro de 2025, que seria "útil" para os europeus "falar com Vladimir Putin" no âmbito de um "diálogo completo com a Rússia".
E o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou na quarta-feira que "encontrar um equilíbrio a longo prazo com a Rússia" permitiria à União Europeia "encarar o futuro com mais confiança".
O argumento daqueles que defendem o reatamento do diálogo é que a Europa arrisca permanecer à margem e sem influência numa eventual resolução política da guerra na Ucrânia se as negociações de paz continuarem a ser conduzidas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
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